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Mostrando postagens com o rótulo Emanuel Galvão

14 de Maio (Lazzo Matumbi)

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No dia 14 de maio, eu saí por aí Não tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir Levando a senzala na alma, eu subi a favela Pensando em um dia descer, mas eu nunca desci Zanzei zonzo em todas as zonas da grande agonia Um dia com fome, no outro sem o que comer Sem nome, sem identidade, sem fotografia O mundo me olhava, mas ninguém queria me ver No dia 14 de maio, ninguém me deu bola Eu tive que ser bom de bola pra sobreviver Nenhuma lição, não havia lugar na escola Pensaram que poderiam me fazer perder Mas minha alma resiste, meu corpo é de luta Eu sei o que é bom, e o que é bom também deve ser meu A coisa mais certa tem que ser a coisa mais justa Eu sou o que sou, pois agora eu sei quem sou eu Será que deu pra entender a mensagem? Se ligue no Ilê Aiyê Se ligue no Ilê Aiyê Agora que você me vê Repare como é belo Êh, nosso povo lindo Repare que é o maior prazer Bom pra mim, bom pra você Estou de olho aberto Olha moço, fique esperto Que eu não sou menino Lazzo Matumbi 14 de Maio Congresso

O Professor Reinventado (Emanuel Galvão)

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Com um trabalho muito organizado Do plano de aula a sua caderneta Seja lendo para ficar atualizado Ou fazendo uso incansável da caneta Um verdadeiro empreendedor Que do ofício não se ausenta Por ser um agente transformador O professor sempre se reinventa   Adequando-se as regras da legislação Com sua rígida e pesada norma Acreditando que com a educação O mundo aprimora e transforma Aguerrido e muito batalhador Toda intempérie ele enfrenta Por ser um agente transformador O professor sempre se reinventa   Com o aprendizado sempre em mente Na aula a distância ou presencial Se preciso for, até alternadamente Seu objetivo último ou principal É ser um excelente formador De tudo se utiliza e experimenta Por ser um agente transformador O professor sempre se reinventa   Carente de uma maior valorização Não se acomoda ou se entrega Tem na sua abnegada profissão Amor que cultiva e sempre rega Porque quando se faz com amor A recompensa

Poeminha Vulgar (Emanuel Galvão)

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Eu sou um papel higiênico Todo enrolado Ali, bem do lado da latrina As pessoas fazem as merdas... Eu cumpro o meu papel O papel, de papel higiênico Vou lá e limpo a merda que fizeram Daí, tudo bem... pra eles. Mas, um pedaço de mim Fica na lixeira. Eles vão me consumindo... Fazendo outras merdas... Mais um pedaço de mim... Deus que me perdoe A lágrima que inunda meu ser Meu ser desapontado... Eles não usam papel molhado. Copyright © 2007 by Emanuel Galvão All rights reserved. do livro Flor Atrevida pag. 72 - Editora Quadri Office

Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coração Descalça e sem roupa como num salão Tão bela e tão doce, mulher sem limites Quem dera que fosse... E assim exististes Dançando ao ritmo de minha pulsação.   Não cabes em rótulos, por que caberias? Palavras ou versos, talvez te seduza... Então, só então, tu abras tua blusa E ardente, insana, tu permitirias Volúpias intensas de terna paixão.   Porque minha pele não te resistiria Es bela não nego, sou tão negligente Foras apenas bela, mas és inteligente Não encontro virtude que assim a alcance Melhor te amar, assim de relance   Sem ilusões, sem juras de amor Romance de flor, sem dor sem espinho Caindo as pétalas, restará: odor e carinho Assim em meu sonho, te possuo inteira Te amando pleno, não de qualquer maneira. Copyright © 2020 by Emanuel Galvão All rights reserved. *Foto by: Ana Cruz    

Elogio ao Desejo (Emanuel Galvão)

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A ansiedade toma conta do meu corpo... Espero que teus ditos machuquem minha alma ou provoque gozo. Não entendo a demora das palavras... Mas, acredito que ao ler-me... pretensiosamente teu membro responda, e o sêmen seja a tinta das tuas letras e apresente em mim  um desejo incontrolável de comer tuas frases  e de vê-lo.                                                 (S.L.) A tua nudez me fascina,  E ao ver-te nua de forma tão traquina, Lanço fora as vestes de minha timidez, Para escrever com lábios em tua linda tez. A lascívia, assim como o desejo Não convêm aos sábios... Prova então da língua, cheia de desejo, Louca e sem palavras, nos teus grandes E pequenos lábios. Quase sinto o gosto do verbo em carne viva Pois que paixão tentadora, voraz e tão lasciva Não tem que ter senso, tampouco pejo, Entrego então meu corpo, todo ao teu desejo. Ao ver-te nua... Visão do paraíso... Não sei se faço verso, trovo, improviso Eu, no entanto, emudeço, calo Não se

Os Leitores (Emanuel Galvão)

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Os tidos normais Leem com os olhos A paisagem pelas palavras Criadas Os cegos Leem com dedos E com bastante tato Percorrem os corpos das páginas De letras tatuadas Os surdos Leem as libras Os livros E os lábios Os emotivos Têm seus motivos Para lerem sinestesicamente Hão de concordar aos sábios Os malucos como eu Que a vida tanto inquieta No ofício de ser poeta Despretensiosamente Lê o que outro sente E os amantes Ao contrário das cartomantes Das quiromantes Leem além das cartas e das mãos O que não está oculto ao coração Algo que do corpo se revele Leem os desejos segredados... Em cada tipo de pele. Copyright © 2015 by Emanuel Galvão  All rights reserved. Elogio ao Desejo & Outras Palavras / Emanuel Galvão, Maceió - AL. - Quadrioffice Editora, Quatro Barras, PR, 2015. Pag. 36

Romance em Construção (Emanuel Galvão)

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Olhou aquela mulher como se fosse a única. Deixou de lado o medo e seu jeito tímido.  Parou defronte aquele ser belíssimo.  Tocou seus lindos lábios num beijo úmido. Ela surpreendeu-se com a atitude súbita.  Ficou, atordoada, eu diria que atônita.  Levou as mãos à face e ficou estática.  Seu rosto iluminou-se de um brilho pálido. Beijou-a novamente, firme, forte e rápido.  Antes que parecesse um ato patético.  O que de fato era um ato homérico. E quem observou achou até poético. Seus pés cambalearam e ficaram flácidos.  Mas o seu coração batia tão frenético.  Nunca imaginou ser beijada em público.  Queria parar, mas era hipnótico. Ele estava ali se sentido o máximo.  O que o assustava era um motivo estético.  E desistir então lhe parecia módico.  Os sentimentos puros que trazia tácito.  Então, declarou seu amor, fiel e impávido.  E a partir daí, deixou de ser, teórico. Copyright © 2015 by Emanuel Galvão All rights reserved. Elogio ao Desej

Um Beijo a Distância (Emanuel Galvão)

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O que dizer de alguém inefável? Principalmente sendo esse ser, feminino. Que de modo intenso e amável Fez-me sentir: ora homem, ora menino. Seu gestual trazia tal sutileza Que meus olhos se iluminaram A visão de tanta beleza. Materializava-se como enlevo na natureza, Seu corpo nu, refletido no espelho. - o homem meu caro, é a circunstância! - Sua boca, vestida de vermelho, Mais parecia um beijo a distância. Eu que sou tão tímido E me escondo nos versos, na poesia Vi-me  tomado de uma libido De um frenesi, uma fantasia. Ela era uma mulher. A mulher: Que se deseja, que se sonha, que se quer. Há de se convir Que estar nu, vai mais além Que se despir! Já que vos pus cientes das particularidades Dar-vos-eis conhecer das intimidades. - Um pouco apenas, compreendam! - Era uma mulher para ser amada com ousadia Em seu ouvido eu sussurraria Palavras cuja paixão inflama Por onde, não se surpreendam, Eu começaria A beijar pelo pé da cama. Copyright © 2015 b

O Acendedor de Esperanças da Rua (Emanuel Galvão)

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Basta de verdades baratas.  Arrancai o ranço do coração!  As ruas são nossos pincéis  e paletas as nossas praças.  No livro do tempo  ainda não foram cantadas  as mil páginas da revolução. Para a rua, futuristas,  tambores e poetas!                                                                 Vladimir Maiakóvski  *Para Letícia Sabatella & Jonathan Silva La vem o acendedor de esperanças da rua Este mesmo que vem com sua inquietude, Seus sonhos, suas dores, a juntar-se a tua, A transformar, utopia e poesia, em atitude. Um, dois, três corações, acende e continua Outros mais a acender, inadvertidamente, A medida que as trevas, rasteira insinua Uma estupidez humana, viral e indecente. Triste ironia atroz que Jorge nos apresenta: O cordeiro inocente a apostar em lobos, Enquanto o covarde, da escolha, se isenta. A insídia do fascismo, se ergue e continua, Na ilusão do apelo patriótico e seus arroubos. Fez florescer, acendedores de corações

De Estimação (Emanuel Galvão)

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O livro vai a onde traçam seu itinerário. Preso em estantes, Todavia, livro é libertário. Livro é libertação! A capa e a contracapa Que segura o conteúdo Não o faz para sempre, Abre-se prontamente, Com auxílio curioso das mãos. Contudo, Meu caro, Leitor é bicho raro! Quase em extinção. Eu mesmo, Cuido dos meus, Ando feito Promēthéus: Trago fogo, trago flores, Reflexão, excitação, amores, Vida, sonho, paixão. Tudo para meus leitores. São meus, e de estimação. Junto a eles é meu lugar. Amar tem seus sinônimos... Um deles é cuidar. Copyright © 2018 by Emanuel Galvão All rights reserved.

A Margem Esquerda do Rio (Emanuel Galvão)

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Em memória de Francisco Sales Uma cidade edificada de história e conhecimento Alicerçada na pedra da Sabedoria Um monumento antigo e sempre novo Um ícone do povo Muito embora forjado na academia. Quem viveu para preservar a memória Mesmo que da vida destituído Jamais será esquecido! Pois soube edificar em rocha Sua história, A do seu povo... Desse antigo casario A margem esquerda do rio. Habita agora na Casa do Penedo Uma saudade... Cada papel amarelado Cada peça do acervo Na margem daquele lado Perde o Seio, o eixo o nervo... Uma poeira, Uma digital, Um vento que entra de qualquer maneira E percorre todo erêncio - Ele aparente surdo à voz de todos - Fala agora seus silêncios. 19.09.2018 Copyright © 2018 by Emanuel Galvão All rights reserved. Conheça mais de Francisco Alberto Sales e a  Fundação Casa do Penedo Francisco Alberto Sales, fundador da Casa do Penedo, faleceu aos 78 anos em Brasília — Foto: Ro

Seu Rei Mandou Dizer... (Emanuel Galvão)

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"...mas das palavras não sou eu que faço uso. São elas, as geniosas, as venais que se utilizam de mim e se divertem.." Bruna Lombardi Pensei certa vez: Que ofício tem o poeta, Senão brincar com as palavras? Não percebia eu Que elas - as palavras - É que brincavam comigo. Percebi isto quando, Brincar não estava disposto E as palavras brincavam de se esconder, De escorregar, de pega-pega, De pular carniça; - cada brincadeira de mau gosto! - De boca de forno, Só pra me fazer ir e vir. Atrás de letras, sílabas, pontos, vírgulas Que seu rei mandou dizer... E como não bastasse dizer! Escrever, escrever, escrever... Mas a palavra é como criança Quer ser grande antes do tempo Quer ser independente - palavras dão um trabalhão quando esperneiam cheias de vontades - É feito filho que a gente cria Sem saber pra quê (antes, depois ou entre) Palavra encanta a gente! E dá a falsa esperança Que através delas A gente pode ser pra sempre. Copyrig

Caixa de Pandora (Emanuel Galvão)

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"...as pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza,  do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos  diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar ao aroma.  Pois o aroma é um irmão da respiração  - ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma,  diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer,  amor e ódio.  Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas." Trecho de O Perfume - Patrick Suskind Eu sei ler teu corpo Não pense mal de mim Sou feiticeira sim Mas da porção do bem Me quer? De Zeus  Com todo dote Sou mulher semelhante as deusas imortais Mulher com algo mais Assim me fez Hefesto Não digas que não presto Sou da porção do bem Me quer? Se me quer, acredite O desejo indomável quem me deu foi Afrodite Prendada, feita para amar Ensinou-me em arte Atená

MEU CHÃO: NORDESTE (Emanuel Galvão)

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Tanto mais me aproximo do meu chão Mais escuto no ar uma canção Como hino trazido pelo vento Que me faz lembrar todo momento O torrão ardente que me deste A brisa que sopra em meu nordeste. Tanto mais me aproximo do meu chão Mais me pego a fazer uma oração Pra que nunca me esqueça dessa raiz Que apesar de desprezado no país Tem cultura bela e inconteste Essa gente que habita o meu nordeste. Tanto mais me aproximo do meu chão Mais me arde no peito uma paixão Um amor tão quente quanto o sol Colorindo o céu num arrebol Descansando seu brilho no oeste Vai se pondo o sol do meu nordeste. Tanto mais me aproximo do meu chão Mais me dói essa perversa agressão De que somos um povo ignorante Que balança a cabeça a todo instante Se não nos conhece, não se preste A escarnecer assim do meu nordeste. Tanto mais me aproximo do meu chão Gonzaga, Padre Cicero, Lampião Patativa do Assaré, “o inteligente” Representam bem mais a minha gente Não carece de aprovação lá

Deu Branco - O Patético Dia Que a Coisa Ficou Preta - (Emanuel Galvão)

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A coisa ficou preta Pintou preconceito Isso eu não aceito Dentro da minha letra Que não tem cor Mas imprime o preto da tinta Tem preconceito maior - Por favor, não minta! – Do que atribuir a cor preta A coisa ruim que se sinta? Talvez a borracha branca Apague a ideia nefasta Mas não afasta Mancha... O preconceito racial existe Na letra, na vida, no verso Faz parte do universo De quem ama De quem odeia O preto reclama Por que sente na pele O preconceito que o rodeia Pode parecer eufemismo Mas para mim é racismo Dizer que a coisa ta preta. Copyright © 2018 by Emanuel Galvão All rights reserved.

Pontos Demarcados Para o Beijos (Emanuel Galvão)

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Foto:  Waltembergue Rodrigues Sinais são pontos demarcados para o beijo Miro neles o meu desejo Como se fossem alvos graciosos Que em momentos ociosos Meus lábios vão percorrer Cada um tem sua beleza Unto os lábios com delicadeza Fito-os com doçura E com aplicada destreza Como que para aquecer Sopro e os agasalho Misto de maldade e ternura Deliciosa tortura Que te faz enlouquecer. É sinal de intimidade Beijar os mais escondidos Os casos de raridade De difícil acessibilidade Onde o calor os conserva Dos olhares cobiçosos Desperta em quem os observa Afagos mais cuidadosos E também mais demorados Como convém aos namorados. Quando vi teu corpo cheio de sinais... Fiquei um tanto extasiado. Lindo! Não sabia onde mirar Esse corpo feito para amar Deleite dos apaixonados Cheio de pontos, demarcados. - Aos céticos alucinais! - É preciso ver para crer Um corpo que possa parecer Um céu, único e estrelado. Copyright © 2015 by Emanuel Galvão All rights rese

A Palavra Pessoa (Emanuel Galvão)

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Andei por ai à cata de palavras como quem anda à procura de um amigo para preencher o vazio da solidão. Dei-me conta do perigo desse despertar tardio dessa sonâmbula solução. Precisa-se de um amigo em pessoa -"a palavra pessoa hoje não soa bem, pouco me importa"-* Amigo é aquela pessoa com a qual a gente pode contar sem saber matemático, dividir momentos, somar ideias e ideais, multiplica-los e até subtrai-los, chorar e rir até não poder mais. Amiga é aquela pessoa que diz verdades dolorosas e mentiras saborosas mas nem sempre nessa ordem adjetiva os faz. Amiga é aquela pessoa que nunca repara na desordem da nossa casa, mas olha sempre, a da nossa vida. Tem sempre uma palavra de acolhida ou um silêncio que fala tudo... amigo diz e fica mudo. Amigo perdoa também. Perdoa até o que não tem perdão, amigo, perdoa ingratidão. Amigo é algo que não precisa de explicação, basta a alegria de estar perto, amigo é um oásis no deserto é a

Namoro (Emanuel Galvão)

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Nesse meu ofício de casar palavras, fica um tanto difícil casar, sem promover o namoro. Para escrever eu quase que devoro, livros, letras, lugares, pessoas, poesias, pomares e como trama os enlaço sem nem pensar no cansaço, pra promover o encontro, com carinho e com decôro às vezes ao dicionário peço urgente socorro. Juntar letra com letra, sílaba com sílaba, pra fazer uma oração, com sujeito e predicado, não há mesmo quem consiga, sem verbo, sem coração e um pouquinho de cuidado. Pra fazer essa união tem que estar enamorado! Para que o escrito prossiga, palavra com palavra, pra elas se amasiarem... não há mesmo quem consiga, sem o aconchego do namoro, pra só depois, se casarem. Para quem agora tá amando ou pra qualquer conquistador: Romântico, cético, desconfiado... - entre as palavras - Vejam só que curioso! Amigado, ficando, enrolado, amancebado, e até mesmo casado... - Não tem birra, não tem choro - Só encontrei amor Na palavra nAMOR

Os Pés no Chão (Emanuel Galvão)

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Sabe seu moço, eu aprendi uma palavra nova. Uma palavra da moda, pra se falar de democracia. Tem a ver com falsidade, essa tal de hipocrisia. Serve para o poder prender gente sem prova, Mas deve ter alguma outra serventia: Tirar de circulação o que os “home” desaprova, Prejudicar quem já está com o pé na cova, Silenciar, quem sabe, alguma teimosia. Seu moço eu sou pessoa simples, “ignorante”, Mas, não vivo num mundo de fantasia. Quero lançar também meu grito retumbante! Sabe os de luta? Pertenço a essa categoria. Sou talvez um pé na cova com pés no chão. Seu moço, os oprimidos fazem a revolução. Copyright © 2018 by Emanuel Galvão All rights reserved.

Ao Góes (Emanuel Galvão)

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“Plantei um pé de saudade E nunca mais ele morreu”                            mgóes Ele vivia driblando a solidão mente sã corpo não era do tipo de poeta que costura versos com a linha do equador eu costurei seus versos num poema de amor sua poesia nasceu para sentir, e hoje mais do que nunca sente... e sente muito sua ausência e Deus lhe deu de presente um pedaço de céu azul escrito em baixo: estrelado para cima. ele que era como Deus só que as avessas escrevia torto por linhas retas foi recebido por antigos poetas e escritores: Ascenso Ferreira, Hermilo Borba Filho, fez bonito frente aos conterrâneos Juarez Correia, Luiz Berto a doença ao Góes entregou... um poeta liberto. Copyright © 2018 by Emanuel Galvão All rights reserved.

Oxigénio (Emanuel Galvão)

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Amada, te quero muito bem... Eu sei que sabes! Mas, quero ser como a brisa em dias de verão... - um sopro que se repete como compulsão -. Nos dias frios... também se repetir. Ser como as cobertas que puxas cada vez mais para perto de ti. E por fim... Nos dias amemos, destes mais ou menos, esses que nem notas que existo... ser oxigénio... por saber que não vives sem mim. Copyright © 2018 by Emanuel Galvão All rights reserved.