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Mostrando postagens de agosto, 2011

Invenção de Orfeu UM MONSTRO FLUI NESSE POEMA] (Jorge de Lima)

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Catástrofe ambiental provocada pela Braskem [ [UM MONSTRO FLUI NESSE POEMA] Um monstro flui nesse poema feito de úmido sal-gema. A abóbada estreita mana a loucura cotidiana. Pra me salvar da loucura como sal-gema. Eis a cura. O ar imenso amadurece, a água nasce, a pedra cresce. Mas desde quando esse rio corre no leito vazio? Vede que arrasta cabeças, frontes sumidas, espessas. E são minhas as medusas, cabeças de estranhas musas. Mas nem tristeza e alegria cindem a noite, do dia. Se vós não tendes sal-gema, não entreis nesse poema.           Invenção de Orfeu, Canto Quarto, poema I

FLOR ATREVIDA - EDITORA QUADRIOFFICE/2007 (Adriana Moraes)

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Autor do Livro de poesia, Flor Atrevida, lançado na Bienal do Livro de 2007, o professor, artista visual, consultor em arte-educação, articulista e poeta Emanuel Galvão, apresenta ao cenário alagoano seus poemas inundados de cotidiano e beleza. Ousado como suas poesias, Emanuel nada contra a corrente de que livros de poesias não são bem aceitos pelo público, ou tem público restrito e lança seu livro/sonho, acalentado e escrito ao longo de 26 anos. Diante de tanta ousadia, como explicar a arte de Emanuel Lopes Ferreira Galvão? Emanuel Poeta, como é conhecido, nascido e criando em União dos Palmares, cria suas poesias, mergulhado nos universos a que se propõe tratar. Quando o universo é feminino, toda paixão vem à tona em uma torrente de sensualidade e sensibilidade. Exemplo disso é o poema Metáforas, onde o poeta nos toca de fato com as palavras. Uma das características mais marcantes de Emanuel é a captação da realidade reinventada, onde assume o papel do sedutor e do seduzido, ora