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14 de Maio (Lazzo Matumbi)

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No dia 14 de maio, eu saí por aí Não tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir Levando a senzala na alma, eu subi a favela Pensando em um dia descer, mas eu nunca desci Zanzei zonzo em todas as zonas da grande agonia Um dia com fome, no outro sem o que comer Sem nome, sem identidade, sem fotografia O mundo me olhava, mas ninguém queria me ver No dia 14 de maio, ninguém me deu bola Eu tive que ser bom de bola pra sobreviver Nenhuma lição, não havia lugar na escola Pensaram que poderiam me fazer perder Mas minha alma resiste, meu corpo é de luta Eu sei o que é bom, e o que é bom também deve ser meu A coisa mais certa tem que ser a coisa mais justa Eu sou o que sou, pois agora eu sei quem sou eu Será que deu pra entender a mensagem? Se ligue no Ilê Aiyê Se ligue no Ilê Aiyê Agora que você me vê Repare como é belo Êh, nosso povo lindo Repare que é o maior prazer Bom pra mim, bom pra você Estou de olho aberto Olha moço, fique esperto Que eu não sou menino Lazzo Matumbi 14 de Maio Congresso

FALANDO DE NAMORAR (Affonso Romano de Sant’Anna)

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Jorge Ben tem aquela música que diz que « todo dia é dia de índio ». E tem razão : os indios têm o calendário deles e nós o nosso. Daí que queiram flechar os peixes que nadam nos lagos do palácio de Brasília como mostram os jornais. Mas o que eu queria dizer, nessa repescagem, já que dia 12 foi instituido como dia dos namorados, é que todo dia é dia de namorar. Namoro que é namoro não se contenta com data marcada. Diz outra música : « o coração tem razões, que a própria razão desconhece ».