SEDUÇÃO DO OLHAR (Socorro Monteiro)


São somente roupas penduradas!
Meu olhar, assim foi seduzido por esta fotografia;
Sem perceber, convenceu a minha mente a tornar-se linha.
 E foi tecendo delicadamente ...
O volume do teu corpo forte e vivo a se movimentar dentro da roupa;
O brilho dos teus cabelos quase molhados após o banho;
O Teu Rosto firme de expressão muito séria;
A delicadeza do teu olhar expresso nas imagens que crias.
Aos poucos, a linha da minha mente foi tecendo o homem da roupa...
A tua pele foi se formando com a maciez de seda da Pérsia;
A superfície geográfica do teu corpo foi tecida em cor e luz;
Com delicadeza imensa, nasceu um quase sorriso;
Como num toque de mágica, deu-se forma ao teu calor;
Costurando lentamente, pois carícia em tuas mãos;
Espalhou por toda roupa, o perfume do teu corpo;
Sonorizou ao meu ouvido, a tua respiração;
Com linha bem transparente, deu pulsar ao coração;
E a pele excitada deu vida a emoção.
E foi assim que minhas agulhas da mente te vestiram nessas roupas;
Com a formatação viva da minha imaginação.
Simples roupas penduradas! Perigo de sedução!     

Copyright © 2017 by Socorro Monteiro
All rights reserved.
                    


Tributo à mulher (Cícero Manoel)



                                             
Mulher eu te enalteço
Pela tua valentia,
Pela tua inteligência,
Pela tua maestria,
Por todos os teus conceitos
Na luta por teus direitos
Que cresce a cada dia.

Mulher tu és corajosa,
Mereces muito respeito,
Nunca deixes de lutar,
Lute, pois é teu direito.
És uma grande guerreira,
Mulher a tua bandeira
Eu boto em cima do peito.

O homem é teu dependente,
Sem ti ele não é nada.
És rainha da beleza,
És uma flor delicada.
A criação mais formosa
A joia mais preciosa
A deusa mais venerada.

Pra governar o mundo
Mulher, tu tens vocação,
Governas melhor que o homem
Em qualquer repartição,
Nos milagres do poder
Somente tu podes ser
Nossa grande salvação.

Tu tens bastante talento,
Tudo tens imenso valor,
Na terra tu és o ser
Que inspira mais amor.
Da luta nunca desista
Nesse mundo tão machista
Tu não és inferior.

O homem não é teu dono,
Tenho pena dos teus ais,
Os massacres contra ti
Já foram longe de mais.
Tu não podes ser usada,
Nem tão pouco rebaixada,
Os direitos são iguais.

Tu não és um objeto
Para alguém usar e jogar,
Sem ti a humanidade
No tempo iria parar,
O teu pensar é profundo
Mulher, esse velho mundo,
Ainda vais dominar!

Tu encantas o planeta
Com todo o teu mister,
Tens direito de fazer
Aquilo que convier,
Em meio à paz e a guerra
O que seria da terra
Sem tu, oh bela mulher?!

Sítio Ilha Grande / Santana do Mundaú – AL / 6 de março de 2017

(Todos os direitos reservados)

Serra da Barriga (Emanuel Galvão)



Zumbi do alto da serra da barriga
Não se entregou, nem se atirou.
Zumbi foi traído e degolado
E o foi, para ficar calado,
Mas seu ideal não calou.
Palmares não foi lenda
Palmares foi realidade.
Palmares não foi apenas berço
Mesmo que o preto ou o branco
Não compreendam
Sua luta para além da eternidade.
Palmares não foi apenas berço,
Palmares foi ama de leite,
Foi colo e barriga,
Serra que ainda hoje abriga
Sonhos de liberdade!

*Do livro Elogio ao Desejo & Outras Palavras (página 101)

Copyright © 2015 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto Genisete Lucena Sarmento

'Existe Apenas Um Pecado...' (Khaled Hosseini)



'Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida, está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos o direito de ter um pai. Quando você mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando você trapaceia, está roubando o direito à justiça. Entende? Não há ato mais infame que roubar.'

Ao Amor Antigo (Carlos Drummond de Andrade)



O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.


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