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Poiesis (Glória Vara)

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 Poesia é quando a tarde tropeça no azul, e da queda nasce um verso  com cheiro de laranja e sombra de nuvem, que se escreve sozinho no guardanapo do vento. Poesia é quando o tempo esquece o relógio, e no miolo de um silêncio qualquer, brota uma palavra de asa curta, mas com coragem de voo. Poiesis é o instante em que a pedra decide florir, sem pressa, sem plano, só porque ouviu o sussurro da terra dizendo: “vai”. Copyright © 2026 by Glória Vara All rights reserved. Veja mais da autora aqui

QUADRO (Edna Lopes)

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Um Homem e seu Cão passeiam na tarde. Caminham lado a lado integrados à paisagem da cidade. Passos sincronizados, elegantes, num clima da grande camaradagem, alegria e descontração. Mãos firmes, corda retesada, olhar atento. Volta e meia a voz do homem se sobrepõe suavemente conduzindo a coleira. O olhar do cão é de incondicional amor humano O olhar do Homem é de inconfundível amor canino. Serão felizes até que a morte os separe... *veja mais da autora  aqui:

A QUEM ESCREVE* (Edna Lopes)

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"A poesia se embrenhou nos meus modos viventes. Não é mais só minha matéria-prima, é minha matéria-imã, minha matéria-irmã, minha matéria-mãe." Elisa Lucinda “Mas pode alguém acusar-nos de ociosos? Nós polimos as almas com a lixa do verso.”(...) Maiakósvisk Ao escrever, deixa que a alma diga sua dor, sua alegria, seu amor, seu louvor, sua paixão, sua afeição. É preciso viver cada emoção, mesmo as que não são da tua vida, da ordem do teu dia. É preciso “aprender” ser do lugar do outro, do lugar do prazer ou do sofrer do personagem que escolhes.