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Mostrando postagens de outubro, 2022

Invenção de Orfeu UM MONSTRO FLUI NESSE POEMA] (Jorge de Lima)

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Catástrofe ambiental provocada pela Braskem [ [UM MONSTRO FLUI NESSE POEMA] Um monstro flui nesse poema feito de úmido sal-gema. A abóbada estreita mana a loucura cotidiana. Pra me salvar da loucura como sal-gema. Eis a cura. O ar imenso amadurece, a água nasce, a pedra cresce. Mas desde quando esse rio corre no leito vazio? Vede que arrasta cabeças, frontes sumidas, espessas. E são minhas as medusas, cabeças de estranhas musas. Mas nem tristeza e alegria cindem a noite, do dia. Se vós não tendes sal-gema, não entreis nesse poema.           Invenção de Orfeu, Canto Quarto, poema I

Novo Tempo (Ivan Lins)

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No novo tempo, apesar dos castigos Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer No novo tempo, apesar dos perigos Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver Pra que nossa esperança seja mais que a vingança Seja sempre um caminho que se deixa de herança No novo tempo, apesar dos castigos De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer No novo tempo, apesar dos perigos De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver Pra que nossa esperança seja mais que a vingança Seja sempre um caminho que se deixa de herança No novo tempo, apesar dos castigos Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer No novo tempo, apesar dos perigos A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça P

Radyr - Poeta Exemplar (Paulo Miranda Barreto)

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  (Para Radyr Gonçalves)   quebra cabeças de bagre! quebra cabeças de vento! diz uva,  vinho  e vinagre com o mesmo alumbramento!   transmuda alegria em mágoa e mágoa em contentamento! dá nó cego em pingo d’água sem pejo ou constrangimento!   e , com luvas de pelica dá murro em ponta de faca belisco em jaguatirica e sopapo em jararaca   é sábio .. . versa ‘pra burro’! (com calma ou de supetão) faz trovão virar sussurro! silêncio virar canção!   faz poema à beira-mar. . .   nas caatingas do sertão . . .  ao sol . . . à luz do luar ou em plena escuridão   louva à Deus e vexa o Cão! o Cabra é bom pra danar! sabe arrasar a razão ! esse é versado em versar !   tem dom pra vender e dar! (e bom coração também)! é um Poeta Exemplar. . . e ainda diz : O que há? Não sou melhor que ninguém!   PAULO MIRANDA BARRETO Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.