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14 de Maio (Lazzo Matumbi)

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No dia 14 de maio, eu saí por aí Não tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir Levando a senzala na alma, eu subi a favela Pensando em um dia descer, mas eu nunca desci Zanzei zonzo em todas as zonas da grande agonia Um dia com fome, no outro sem o que comer Sem nome, sem identidade, sem fotografia O mundo me olhava, mas ninguém queria me ver No dia 14 de maio, ninguém me deu bola Eu tive que ser bom de bola pra sobreviver Nenhuma lição, não havia lugar na escola Pensaram que poderiam me fazer perder Mas minha alma resiste, meu corpo é de luta Eu sei o que é bom, e o que é bom também deve ser meu A coisa mais certa tem que ser a coisa mais justa Eu sou o que sou, pois agora eu sei quem sou eu Será que deu pra entender a mensagem? Se ligue no Ilê Aiyê Se ligue no Ilê Aiyê Agora que você me vê Repare como é belo Êh, nosso povo lindo Repare que é o maior prazer Bom pra mim, bom pra você Estou de olho aberto Olha moço, fique esperto Que eu não sou menino Lazzo Matumbi 14 de Maio Congresso

Nenhuma Qualquer (Paulo Miranda Barreto)

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Meu bem. . . mulher nenhuma é ‘qualquer uma’ nem tem que bem- querer quem mal lhe quer . . . meu bem toda mulher é supra e suma orquídea que perfuma se quiser . . . qualquer mulher é todas. . . doce Luma porém, mulher alguma é ‘uma qualquer’. . . PAULO MIRANDA BARRETO Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

Inevitável (Paulo Miranda Barreto)

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Coloquei palavras na boca da noite Sussurrei mentiras na orelha dos livros Conversei com plantas, retratos, paredes. . . e roubei de Deus uns dons subversivos Caminhei nas nuvens com meus pés de vento Bebi oceanos, fumei nevoeiros e desapontei ponteiros de relógio por matar meu tempo . . . com versos certeiros Não ganhei o dia, nem movi o monte mas juro . . . delirei a cada letra aliterando as linhas do horizonte. . . rimando a luz até domar o medo. . . Olhei os lírios do campo Contei estrelas, segredos Cortei pulsos, fios e dedos. . . Errei, conheci verdades. . . Caí do céu noutro mundo Vi pra crer, quase não cri . . . Ousei escapulir . . . Pulei um muro Revi meu passado, previ meu futuro e dei-me de presente um ‘Bem Maior’ Fui muitas vezes dessa pra melhor. . . -garanto que ser eu nunca foi fácil- fui sempre o ‘menos lúcido’ no hospício e nunca o ‘mais benquisto’ no palácio. . . fui fundo, fiz chover, salvei uns santos e devo admitir . . . nem foram tantos mas, tudo bem -ningué

Soraia Sereia (Paulo Miranda Barreto)

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‘’a vida é tão curta quanto a tua saia’’ mas inda te enfurnas no quarto dos fundos e segredas versos à uma samambaia alheia a beleza de bilhões de mundos que pairam no espaço infinito, Soraia enquanto teu corpo perfeito definha enquanto teu corpo moreno desmaia de tédio na cama em que dormes sozinha. . . à espera da morte, vives de tocaia não sabes o nome da tua vizinha se a lua está cheia, se o sol inda raia ou se a humanidade rasteja ou caminha e o que só deus sabe e ninguém adivinha é o quanto te amo . . . te amo Soraia! e tudo eu faria pra que fosses minha moveria os montes de todo o Himalaia mas, tu sequer lembras da força que tinhas dos velhos amigos, da casa na praia de nós vendo estrelas, catando conchinhas sentados na areia e ouvindo Tim Maia. . . lembro-me de tudo, de cada coisinha das tuas blusinhas tomara que caia. . . dos teus lindos brincos de água-marinha de todas as flores que te dei, Soraia mas, agora o medo dentro em ti se apinha te rói ,te espezi

Derradeiro ‘AU REVOIR’ (Paulo Miranda Barreto)

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No dia em que os anjos caírem em si (algum tempo antes de Jesus voltar) já haverei de estar com Salvador Dali a ler Baudelaire nos jardins de Alá. . . Não há inferno aqui . . .  nem acolá! E ‘fogo eterno’ é o meu (anote aí)! No Além, sei muito bem que mal não há E eu lá, só vou colher o que escolhi. . . Do amor que dei dos versos que escrevi da paz que semeei .  . . farei um chá e brindarei á tudo o que vivi junto dos meus (e Deus nos louvará) De quem ficar não sei o que será. . . Talvez o mundo acabe em frenesi. . . Quem sabe continue como está. . . Ou mude pra melhor (como eu previ)! Só sei que nada sei . . .  mas, e daí? Se um dia saberei . . .  quem saberá? Quem sabe eu já sabia e me esqueci. . . (Acho que eu sempre soube) . . . E quem dirá se era verdade tudo o que  menti  se era mentira o que  fingi jurar ou se o que  não jurei e nem fingi  alguém jurou, fingiu no meu lugar? Os erros (que jamais admiti) já corrigi . . . não tenho o que pagar E

Outro Natal (Paulo Miranda Barreto)

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outro Natal se passou igual a outros iguais. . . ’Jesus nasceu, sofreu, ressuscitou deixou-nos sua Luz . . . não voltou mais’ faz muito tempo . . . e, o que se transformou? ainda guerreamos . . . pela paz . . . não nos amamos mais do que Ele amou . . . seguimos egoístas . . . imorais alheios às Lições que Ele ensinou. . . e cheios desse orgulho contumaz que o Cristo, claramente condenou . . . (por bem saber o mal que ele nos faz) em nossos corações . . . o que vingou? o amor de Deus? o fel de Satanás? após dois mil Natais . . . nada mudou (seguimos libertando . . . Barrabás). Este trabalho está licenciado com uma  Licença Creative Commons - Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -. *Ilustração de Pawel Kuczynski

Disparate (Paulo Miranda Barreto)

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(Amor Danado) Se for pedir demais, Deus . . . me perdoe! Mas, quero um grande amor desassombrado! Assaz libidinoso e doido e ousado! Que me oriente enquanto me atordoe. . . Que ame amar demais e amaldiçoe o ódio, o tédio, o medo , os versos xoxos. . . Que adore dar prazer . . .  e sempre doe abraços apertados, risos frouxos. . . Que nunca fique ausente do meu lado. . . Delire a ler . . . a ouvir David Bowie e vá comigo aonde quer que eu voe (e soe bem . . .  até desafinado)! Que seja eterno enquanto dure o fado. . . E enquanto o infinito for infindo E enquanto houver amor no mundo irado. . . Agora . . . e nos futuros que estão vindo. . . Eu quero um grande amor exagerado. . . Que gere inquietude e me arrebate Que enxergue uma virtude em meu pecado e que amiúde, coma chocolate. . . Que me condene a sempre ser amado (até depois que a vida enfim nos mate) Quero um amor assim . . .  ‘Amor danado’! Perdão Senhor . . . se for um disparate. *Este trabalho e