Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Nenhuma Qualquer (Paulo Miranda Barreto)


Meu bem. . .
mulher nenhuma
é ‘qualquer uma’

nem tem
que bem- querer
quem mal lhe quer . . .

meu bem
toda mulher
é supra e suma

orquídea
que perfuma
se quiser . . .

qualquer mulher
é todas. . .
doce Luma

porém,
mulher alguma
é ‘uma qualquer’. . .

PAULO MIRANDA BARRETO
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