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14 de Maio (Lazzo Matumbi)

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No dia 14 de maio, eu saí por aí Não tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir Levando a senzala na alma, eu subi a favela Pensando em um dia descer, mas eu nunca desci Zanzei zonzo em todas as zonas da grande agonia Um dia com fome, no outro sem o que comer Sem nome, sem identidade, sem fotografia O mundo me olhava, mas ninguém queria me ver No dia 14 de maio, ninguém me deu bola Eu tive que ser bom de bola pra sobreviver Nenhuma lição, não havia lugar na escola Pensaram que poderiam me fazer perder Mas minha alma resiste, meu corpo é de luta Eu sei o que é bom, e o que é bom também deve ser meu A coisa mais certa tem que ser a coisa mais justa Eu sou o que sou, pois agora eu sei quem sou eu Será que deu pra entender a mensagem? Se ligue no Ilê Aiyê Se ligue no Ilê Aiyê Agora que você me vê Repare como é belo Êh, nosso povo lindo Repare que é o maior prazer Bom pra mim, bom pra você Estou de olho aberto Olha moço, fique esperto Que eu não sou menino Lazzo Matumbi 14 de Maio Congresso

Soneto "Flor de Laranjeira" (Cavalcanti Barros)

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Num álbum de sonetos vi pedaços, pedaços bem diversos de outras vidas. Vi almas suspirando doloridas, e de amarguras vi profundos traços. Em cada página encontrei, esparsos, doridos corações, almas doridas, amor, paixão, saudades incontidas, anseios, beijos, dor, sonhos e abraços. E nessa singular promiscuidade, senti, silente, a dor duma saudade. Outras dores iguais também senti, Como se fosse um espelho desta vida, eu vi minh'alma, inteira, refletida naqueles versos que em suspiros li. José Cavalcanti Barros é procurador aposentado, jornalista, poeta, membro efetivo da Academia Maceioense de Letras e da Academia Maçônica de Letras. O soneto acima faz parte do livro "Tempo de Agora"

Maceió (Cavalcanti Barros)

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Foto: Juliano Pessoa De manhã, quando o sol nasce, Deus Netuno (vejam só!) Põe pingos de mar na face e vem beijar Maceió. -

Tempo e Movimento (Cavalcanti Barros)

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Viajor-comando, faz-me o pensamento. No sideral levito espaço em fora. Além postado, o conhecer, embora, em vão me ajude o parco entendimento.

Semeia (Cavalcanti Barros)

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Segura firme o cabo de tua enxada, se o chão se doa. Sulca a terra, se há nela o cio, e planta teu coração atá criar raízes.

DIVAGAÇÕES (Cavalcanti Barros)

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Eu creio que o poder maior da mente excede a tudo o que se nos revela. Que a força do pensar é simplesmente um toque vibração gerado nela.

EU SOU A VIDA (Cavalcanti Barros)

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Não se enganem, sou a vida. Magicamente contida num corpo que Deus me deu. Tudo simples, sem mistério: Corpo morre.  Cemitério. Vida não morre.  Sou eu. Copyright © 2010 by Cavalcanti Barros All rights reseserved. José Cavalcanti Barros, que já foi jornalista, radialista e palhaço radiofônico, na velha Difusora, e que, no apogeu da maturidade, continua nos presenteando com maravilhosas poesias. ( Arlene Miranda ) *veja mais de Cavalcanti Barro aqui:   http://movimentodapalavra.blogspot.com