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Mostrando postagens com o rótulo Cavalcanti Barros

Poiesis (Glória Vara)

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 Poesia é quando a tarde tropeça no azul, e da queda nasce um verso  com cheiro de laranja e sombra de nuvem, que se escreve sozinho no guardanapo do vento. Poesia é quando o tempo esquece o relógio, e no miolo de um silêncio qualquer, brota uma palavra de asa curta, mas com coragem de voo. Poiesis é o instante em que a pedra decide florir, sem pressa, sem plano, só porque ouviu o sussurro da terra dizendo: “vai”. Copyright © 2026 by Glória Vara All rights reserved. Veja mais da autora aqui

Soneto "Flor de Laranjeira" (Cavalcanti Barros)

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Num álbum de sonetos vi pedaços, pedaços bem diversos de outras vidas. Vi almas suspirando doloridas, e de amarguras vi profundos traços. Em cada página encontrei, esparsos, doridos corações, almas doridas, amor, paixão, saudades incontidas, anseios, beijos, dor, sonhos e abraços. E nessa singular promiscuidade, senti, silente, a dor duma saudade. Outras dores iguais também senti, Como se fosse um espelho desta vida, eu vi minh'alma, inteira, refletida naqueles versos que em suspiros li. José Cavalcanti Barros é procurador aposentado, jornalista, poeta, membro efetivo da Academia Maceioense de Letras e da Academia Maçônica de Letras. O soneto acima faz parte do livro "Tempo de Agora"

Maceió (Cavalcanti Barros)

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Foto: Juliano Pessoa De manhã, quando o sol nasce, Deus Netuno (vejam só!) Põe pingos de mar na face e vem beijar Maceió. -

Tempo e Movimento (Cavalcanti Barros)

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Viajor-comando, faz-me o pensamento. No sideral levito espaço em fora. Além postado, o conhecer, embora, em vão me ajude o parco entendimento.

Semeia (Cavalcanti Barros)

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Segura firme o cabo de tua enxada, se o chão se doa. Sulca a terra, se há nela o cio, e planta teu coração atá criar raízes.

DIVAGAÇÕES (Cavalcanti Barros)

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Eu creio que o poder maior da mente excede a tudo o que se nos revela. Que a força do pensar é simplesmente um toque vibração gerado nela.

EU SOU A VIDA (Cavalcanti Barros)

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Não se enganem, sou a vida. Magicamente contida num corpo que Deus me deu. Tudo simples, sem mistério: Corpo morre.  Cemitério. Vida não morre.  Sou eu. Copyright © 2010 by Cavalcanti Barros All rights reseserved. José Cavalcanti Barros, que já foi jornalista, radialista e palhaço radiofônico, na velha Difusora, e que, no apogeu da maturidade, continua nos presenteando com maravilhosas poesias. ( Arlene Miranda ) *veja mais de Cavalcanti Barro aqui:   http://movimentodapalavra.blogspot.com