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Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Ventania (Verônica Ferreira)

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Esse vento Que entrou pelas janelas abertas Vem de longe, muito longe, Lá onde moram os sonhos. Ele encheu a casa De aromas da infância, Cheiro de frutas Cheiro de mar, de férias E de algumas fragrâncias Que não se encontra mais. A força desse vento Abriu algumas gavetas Que estavam fechadas e esquecidas, Espalhou pela casa Fotos, papeis, recordações... Deixando rostos queridos estampados nas paredes, Além de aromas, O Vento trouxe sons de antigas canções e vozes Que se espalharam por toda parte. Fui rodando pela casa inteira, Movida por sua força, Como se estivesse dançando E atravessei paredes, Entrei em lugares já vividos, Encontrei-me com o ontem Como se hoje fizesse sentido. Parei na porta da saida Mas, não vi a rua, Olhei para dentro da casa E entre fotos, papeis, recordações, brinquedos de criança, Canções e aromas... Lá estava "eu" Encolhida num canto da sala, Olhamo-nos profundamente Como quem encontra um grande amor. Copyr...