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Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Ele Não Tava Nem Aí (Ronaldo Pereira de Lima)

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Para Alane, o smartphone do marido era um atrevido que se meteu em suas vidas. Se tivesse sexo, não gênero, diria que eles mantinham uma relação homoafetiva. Que toda aquela atenção dedicada para ele se voltasse para ela. Largada no sofá, já não aguentava aquela situação. Precisava dar um jeito nisso. Foi aonde ele estava, disse-lhe algo e ele nem prestou atenção. Queria mais era se divertir, caçar Pokémon. Sentindo-se rejeitada, foi para o banheiro e chorou amargamente. Em seguida, lavou o rosto, banhou-se. Telefonou para a prima e pediu que a pegasse em casa. O que mais queria naqueles instantes de amargura era sumir de casa. No bar, lamurienta, pediu uma dose de uísque, mais outra e outra. Eufórica, avistou um belo rapaz que sorriu para ela. A prima não a empurrou para ele, mas pediu que tivesse cuidado. Os apelos foram inúteis. E no banheiro do bar, deram uma rapidinha. Passada aquela noite da primeira traição, Alane se sentia mal e sequer ...