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Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

SILÊNCIO (Magno Francisco da Silva)

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Júpiter (esq.) é visto ao lado da Lua (Anoitecer na Europa) Olhe para o céu Júpiter está ao lado da lua E eu? Estou aqui sem você.

SOBRE A SAUDADE (Magno Francisco da Silva)

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Saudade não é metafísica da alma Tampouco substância do coração. Saudade é desejo de potência Ato sem mediação. Saudade é ser temporal No tempo da solidão. Movimento contínuo da vida Que nega a inflexão. Saudade é o próprio rio Que dói nos ossos de frio Em pleno calor do sertão. Copyright © 2013 by Magno Francisco da Silva All rights reserved.