Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

SILÊNCIO (Magno Francisco da Silva)

Júpiter (esq.) é visto ao lado da Lua (Anoitecer na Europa)

Olhe para o céu
Júpiter está ao lado da lua
E eu? Estou aqui sem você.


Picasso, Da Vinci, Portinari
Pintem o mundo! Por favor!
Para reconstruir a alegria.
Médicos e marxistas
inventem o remédio para a dor da alma
Que essa dor não tem cura
foi feita para
Sentir
A ausência de tudo
A presença do nada
Sempre 
Prefiro a dureza das palavras
que a poesia do Silêncio.


Copyright © 2013 by Magno Francisco da Silva
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