Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

'AS PALAVRAS' (Paulo Coelho)


De todas as poderosas armas de destruição que
o homem foi capaz de inventar, a mais
terrível - e a mais covarde - é a palavra.
Punhais e armas de fogo deixam vestígios de sangue.
Bombas abalam edifícios e ruas. Venenos
terminam sendo detectados.
Diz o mestre:
A palavra consegue destruir sem pistas. Crianças são
condicionadas durante anos pelos pais, homens são
impiedosamente criticados, mulheres são 
sistematicamente massacradas por comentários de seus
maridos.  Fiéis são mantidos longe da religião
por aqueles que se julgam capazes de interpretar 
a voz de Deus.
Procure ver se você está utilizando esta arma.  Procure
ver se estão utilizando esta arma contra você.  E não 
permita nenhuma destas duas coisas.

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