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14 de Maio (Lazzo Matumbi)

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No dia 14 de maio, eu saí por aí Não tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir Levando a senzala na alma, eu subi a favela Pensando em um dia descer, mas eu nunca desci Zanzei zonzo em todas as zonas da grande agonia Um dia com fome, no outro sem o que comer Sem nome, sem identidade, sem fotografia O mundo me olhava, mas ninguém queria me ver No dia 14 de maio, ninguém me deu bola Eu tive que ser bom de bola pra sobreviver Nenhuma lição, não havia lugar na escola Pensaram que poderiam me fazer perder Mas minha alma resiste, meu corpo é de luta Eu sei o que é bom, e o que é bom também deve ser meu A coisa mais certa tem que ser a coisa mais justa Eu sou o que sou, pois agora eu sei quem sou eu Será que deu pra entender a mensagem? Se ligue no Ilê Aiyê Se ligue no Ilê Aiyê Agora que você me vê Repare como é belo Êh, nosso povo lindo Repare que é o maior prazer Bom pra mim, bom pra você Estou de olho aberto Olha moço, fique esperto Que eu não sou menino Lazzo Matumbi 14 de Maio Congresso

Um dia atrás do outro (Rita de Cássia Tenório Mendonça)

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* Os dias vêm se sucedendo numa cadência que não me diz respeito. Os dias nascem e se encerram com o mesmo colorido, o mesmo calor ameno e a mesma penetração de luz. Nada muda. A vida parece não caminhar em meu ritmo. Sim, sei que ela passa. Sei sim. Vejo as marcas da vida na pele de minhas mãos e ao redor de meus olhos. Odeio esses sinais do tempo! Não poderiam ser outras, em locais menos visíveis, essas marcas do que vivi? Não poderia a aridez da idade se concentrar toda num lugar só lá na sola de meu pé esquerdo, como um arremate bem feito, onde eu só pudesse vê-lo com muita dificuldade, em contorsão? Ou por que não no avesso de minha pele, lá pela nuca, perdido entre os cabelos em costura de fio invisível? Construí minha vida, estou certa. Sou inquieta demais para ficar na janela escutando música. Mas nos últimos tempos os acontecimentos parecem alheios a meu ritmo. A vida parece ter me esquecido em algum cantinho sem graça, em alguma estrad

SONHANDO DEMAIS (Rita Mendonça)

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Eu queria ter você pra mim Assim; Sem precisar dizer "eu te amo".

POEMINHA COLORIDO (Rita Mendonça)

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Num dia AZUL Juntamos nossos corpos MORENOS Por sobre a VERDE relva Num enroscar contínuo de braços e pernas

PORQUE ESCREVO (Rita Mendonça)

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Escrevo pra te ter por perto. É somente isso. Por saber que em algum lugar – não sei ao certo onde, talvez do meio do mar – buscarás por mim com os olhos de tua alma cega,  todo os dias. Em tempos modernos, leituras diárias e obrigatórias são as chamadas do jornal on line, a caixa de mensagens, o twitter, o site de compras em promoção. Os meus escritos não se encontram entre as opções recomendadas pelos especialistas, para uma boa administração do tempo e da vida. Estariam na classificação das futilidades.  Mas sei que tens, silencioso e furtivo,  mais um item essencial em tua rotina diária: o Meu Jardim. Perde-te nele,  escondendo-se dos especialistas e consultores.