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14 de Maio (Lazzo Matumbi)

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No dia 14 de maio, eu saí por aí Não tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir Levando a senzala na alma, eu subi a favela Pensando em um dia descer, mas eu nunca desci Zanzei zonzo em todas as zonas da grande agonia Um dia com fome, no outro sem o que comer Sem nome, sem identidade, sem fotografia O mundo me olhava, mas ninguém queria me ver No dia 14 de maio, ninguém me deu bola Eu tive que ser bom de bola pra sobreviver Nenhuma lição, não havia lugar na escola Pensaram que poderiam me fazer perder Mas minha alma resiste, meu corpo é de luta Eu sei o que é bom, e o que é bom também deve ser meu A coisa mais certa tem que ser a coisa mais justa Eu sou o que sou, pois agora eu sei quem sou eu Será que deu pra entender a mensagem? Se ligue no Ilê Aiyê Se ligue no Ilê Aiyê Agora que você me vê Repare como é belo Êh, nosso povo lindo Repare que é o maior prazer Bom pra mim, bom pra você Estou de olho aberto Olha moço, fique esperto Que eu não sou menino Lazzo Matumbi 14 de Maio Congresso

Papel Sulfite (Kiko Dinucci)

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Peço que você digite num papel sulfite Versos convincentes Peço que você grafite poemas de amor Com tinta fluorescente Peço que você delete tudo que doeu e te deixou doente Não sei que bicho isso vai dar, mas peço Vamos lá, meu bem, experimente. Peço que me dê abrigo Corte meu cabelo na lua crescente Se você zangar comigo Vamos ao cinema aliviar a mente Peço que você aplique tudo em nós dois Nós dois daqui pra frente Não sei que bicho isso vai dar, mas peço Vamos lá, meu bem, experimente Peço que evite olheiras A vida é passageira, amor, não esquente Vamos imprimir em negrito Tudo de bonito que marcou a gente Peço que compense o atraso Se quiser, me caso agora e para sempre Não sei que bicho isso vai dar, mas peço Vamos lá, meu bem, experimente Tudo que te peço, meço Pra não cometer excesso Se ocorrer o inverso Mil desculpas eu te peço