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Mostrando postagens com o rótulo Gonzaga Leão

Poiesis (Glória Vara)

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 Poesia é quando a tarde tropeça no azul, e da queda nasce um verso  com cheiro de laranja e sombra de nuvem, que se escreve sozinho no guardanapo do vento. Poesia é quando o tempo esquece o relógio, e no miolo de um silêncio qualquer, brota uma palavra de asa curta, mas com coragem de voo. Poiesis é o instante em que a pedra decide florir, sem pressa, sem plano, só porque ouviu o sussurro da terra dizendo: “vai”. Copyright © 2026 by Glória Vara All rights reserved. Veja mais da autora aqui

Preparação da Manhã (Gonzaga Leão)

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É duro dizer, criança filho do triste operário do sofrido camponês que em vez dos belos brinquedos que te fariam feliz, dar-te-ei canhões fuzis e a noite feita de medo; contar-te-ei em segredo (não histórias pra dormir) que neste imenso país somente o rico é feliz só o rico tem porvir; e contar-te-ei também que o pão que falta em teu prato sobra no prato de alguém; que tua roupa nenhuma não mais serve a quem a tem.

OS NAMORADOS (Gonzaga Leão)

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Primeiro eu os vi na praça mas havia tantos pombos que quando os vi se beijando pensei que a praça arrulhava.

CASA SOMENTE CANTO / CASA SOMENTE PALAVRA (Gonzaga Leão)

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“Eu sei que a casa escutava eu sei que a casa sentia pois quando falava a casa a casa se comovia”    Gonzaga Leão LEÃO, Luiz Gonzaga.  Casa somente canto -  Casa somente palavra.   São Paulo:              Escrituras, 1995.  85 p.  Capa e uma sobrecapa de papel manteiga. Formato             18x13 cm