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Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Façamos, Vamos Amar - Let’s Do It, Let’s Fall in Love - (Cole Porter/Carlos Rennó)

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Os cidadãos no Japão fazem Lá na China um bilhão fazem Façamos, vamos amar Os espanhóis, os lapões fazem Lituanos e letões fazem Façamos, vamos amar Os alemães em Berlim fazem E também lá em Bonn Em Bombaim fazem Os hindus acham bom Nisseis, níqueis e sansseis fazem Lá em São Francisco muitos gays fazem Façamos, vamos amar Os rouxinóis nos saraus fazem Picantes pica-paus fazem Façamos, vamos amar Uirapurus no Pará fazem Tico-ticos no fubá fazem Façamos, vamos amar Chinfrins, galinhas afim fazem E jamais dizem não Corujas sim fazem, sábias como elas são Muitos perus todos nus fazem Gaviões, pavões e urubus fazem Façamos, vamos amar Dourados no Solimões fazem Camarões em Camarões fazem Façamos, vamos amar Piranhas só por fazer fazem Namorados por prazer fazem Façamos, vamos amar Peixes elétricos bem fazem Entre beijos e choques Cações também fazem Sem falar nos hadoques Salmões no sal, em geral, fazem Bacalhaus no mar em Portugal fazem Façamos, vamos amar Libé...

Manifestação (Carlos Rennó/Russo Passapusso/Rincon Sapiência e Xuxa Levy)

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Foto de Francisco Proner Aqui estamos na avenida, Pelas ruas, pela vida, Marchando com o cortejo Que flui horizontalmente, Manifestando o desejo De uma cidade includente E uma nação cidadã Traduzido numa canção, Numa sentença, num mantra, Num grito ou numa oração… … Por todo jovem negro que é caçado Pela polícia na periferia; Por todo pobre criminalizado Só por ser pobre, por pobrefobia; Por todo povo índio que é expulso Da sua terra por um ruralista; Pela mulher que é vítima do impulso Covarde e violento de um machista; Por todo irmão do Senegal, de Angola E lá do Congo aqui refugiado; Pelo menor de idade sem escola, A se formar no crime condenado; Por todo professor da rede pública Mal-pago e maltratado pelo Estado; Pelo mendigo roto em cada súplica; Por todo casal gay discriminado. E proclamamos que não Se exclua ninguém senão A exclusão. Aqui estamos nós de volta, Sob o signo da revolta, Por uma vida mais digna E por um mundo mais justo, Com quem já não se resigna E se op...