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Poiesis (Glória Vara)

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 Poesia é quando a tarde tropeça no azul, e da queda nasce um verso  com cheiro de laranja e sombra de nuvem, que se escreve sozinho no guardanapo do vento. Poesia é quando o tempo esquece o relógio, e no miolo de um silêncio qualquer, brota uma palavra de asa curta, mas com coragem de voo. Poiesis é o instante em que a pedra decide florir, sem pressa, sem plano, só porque ouviu o sussurro da terra dizendo: “vai”. Copyright © 2026 by Glória Vara All rights reserved. Veja mais da autora aqui

A Voz do Solo (Italmar Lamenha de Albertim)

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Queima sol, Esse chão sofredor; Sopra vento, Pra aliviar minha dor. Já não sei a que vim, Se nada produzo ou crio... Será castigo pra mim, Ou apenas desafio? Não chores tanto menina, Não tenhas mágoa de mim; Tua vaquinha morreu? Foi Deus que quis assim. Não tenho culpa da fome Que matou tua malhada; A árvore também está triste, Porque está desfolhada. Se matar a minha sede Tua lágrima pudesse, Viveria na fartura Quem tanto hoje padece. Vamos ter fé no Pai Que criou o universo; Que Ele entenda e perdoe O meu desabafo em verso. Copyright © 2018 by Italmar Lamenha de Albertim All rights reserved.

Luzes Matinais (Italmar Lamenha de Albertim)

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Vai a noite se escondendo pouco a pouco, Mas, deixando seu orvalho em cada flor, Em cada pétala imortal de toda cor, Que me tortura de saudade e deixa louco. Timidamente vem o sol e se apresenta, Cativando quem se dispõe a conhecê-lo, Seu calor energizante é todo zelo, E já amigo, ao fim do dia se ausenta. É assim com as pessoas que amamos, Quando a morte atroz nos priva do convívio; Seguem as flores que despencam dos seus ramos, Subitamente, como em busca de um alívio; Não mais partilham o mesmo ar que respiramos, Porém, são luzes matinais por quem oramos. Copyright © 2017 by Italmar Lamenha de Albertim All rights reserved. José Ferreira Galvão Neto e Emanuel Galvão

APARIÇÃO (Italmar Lamenha de Albertim)

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                           Esperei por ela no final da tarde, Que por algum motivo não apareceu; Então senti como a saudade arde, E o céu azul de pena escureceu. Mas, felizmente me surgiram estrelas, Tais quais brilhantes num belo colar; Cintilavam à noite, sobre o imenso mar Impressionando que pasmava em vê-las. Fiz-me forte em meu desalento E aliei-me à solidão da rua; Mas conduzida por um forte vento Em minha frente, branca, meiga e nua, Acenou-me rindo lá no firmamento A tão querida e esperada lua. Copyright © 2013 by Italmar Lamenha de Albertin All rights reserved.

A VOZ DO SOLO (Italmar Lamenha de Albertim)

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Queima sol, Esse chão sofredor; Sopra vento, Pra aliviar minha dor. Já não sei a que vim, Se nada produzo ou crio... Será castigo pra mim, Ou apenas desafio? Não chores tanto menina, Não tenhas mágoa de mim; Tua vaquinha morreu? Foi Deus quem quis assim. Não tenho culpa da fome Que matou tua malhada; A árvore também está triste, Porque está desfolhada. Se matar a minha sede Tua lágrima pudesse, Viveria na fartura Quem tanto hoje padece. Vamos ter fé no Pai Que criou o universo; Que Ele entenda e perdoe O meu desabafo em verso. Copyright © 2013 by Italmar Lamenha de Albertin All rights reserved.