Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.
Apesar dos imprevistos
que o cotidiano espalha pelo caminho
como pedras súbitas,
capazes de nos deter os passos
e suspender o fôlego,
eu permaneço.
Com a mesma coragem indomável,
com a ousadia que me acende por dentro,
semeio utopias no escuro da terra
e confio —
há sempre um amanhecer
à espera de quem insiste.
Escolho olhar o mundo
com pupilas de poesia:
lentes invisíveis
que transfiguram o peso em voo
e o caos em constelação.
É ela quem me sopra
os segredos da magia
e me ensina a atravessar abismos
sem me perder de mim.
Sobretudo nos dias
em que o coração
arde em silêncio,
grita para dentro
e nenhuma mão alcança,
faço do próprio peito
um farol aceso —
e sigo,
porque a esperança aprende comigo
a nunca se apagar.
Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

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