Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Lelê Teles

14 de Maio (Lazzo Matumbi)

Imagem
No dia 14 de maio, eu saí por aí Não tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir Levando a senzala na alma, eu subi a favela Pensando em um dia descer, mas eu nunca desci Zanzei zonzo em todas as zonas da grande agonia Um dia com fome, no outro sem o que comer Sem nome, sem identidade, sem fotografia O mundo me olhava, mas ninguém queria me ver No dia 14 de maio, ninguém me deu bola Eu tive que ser bom de bola pra sobreviver Nenhuma lição, não havia lugar na escola Pensaram que poderiam me fazer perder Mas minha alma resiste, meu corpo é de luta Eu sei o que é bom, e o que é bom também deve ser meu A coisa mais certa tem que ser a coisa mais justa Eu sou o que sou, pois agora eu sei quem sou eu Será que deu pra entender a mensagem? Se ligue no Ilê Aiyê Se ligue no Ilê Aiyê Agora que você me vê Repare como é belo Êh, nosso povo lindo Repare que é o maior prazer Bom pra mim, bom pra você Estou de olho aberto Olha moço, fique esperto Que eu não sou menino Lazzo Matumbi 14 de Maio Congresso

Fez-se Book (Lelê Teles)

Imagem
Passava as tardes exposta na prateleira que era o umbral de sua porta farejando alguém que viesse folheá-la com os dedos úmidos como um livro

Acordo Pecado (Lelê Teles)

Imagem
por que você quer que eu use vermelho? pra te ver melhor e por que às vezes insiste que eu use verde? pra te ver de perto e se eu me despir daquele vestido vinho? eu me embriago de você

Germen de Trigo (Lelê Teles)

Imagem
Dormi a gosto, acordei Setembro. Na primeira manhã do mês da primavera, ela se espreguiçou na cama como uma flor que desabrocha.  O pólen que perfuma o seu corpo-pétala lufava no espaço tênue do quarto. Ela me deu uma abraço cheio de beijos. - Bom dia, flor! - Bom dia, amor! Ela sorriu com os olhos. Eu gargalhei com o coração. Fui à varanda e trouxe um cravo que tirei do vaso e o coloquei atrás de sua orelha. Ela meneou a cabeça com os olhinhos infantis e puros.

Manhã de Primavera (Lelê Teles)

Imagem
Primavera é toda feminina, é quando a flora inteira se junta para parir flores e gestar frutos. A cidade começa a colorir, florir, jactar-se.