Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

Imagem
 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

APARIÇÃO (Italmar Lamenha de Albertim)

           
              


Esperei por ela no final da tarde,
Que por algum motivo não apareceu;
Então senti como a saudade arde,
E o céu azul de pena escureceu.

Mas, felizmente me surgiram estrelas,
Tais quais brilhantes num belo colar;
Cintilavam à noite, sobre o imenso mar
Impressionando que pasmava em vê-las.

Fiz-me forte em meu desalento
E aliei-me à solidão da rua;
Mas conduzida por um forte vento

Em minha frente, branca, meiga e nua,
Acenou-me rindo lá no firmamento
A tão querida e esperada lua.

Copyright © 2013 by Italmar Lamenha de Albertin
All rights reserved.







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gritaram-me Negra (Victoria Santa Cruz)

Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

Essa Negra Fulô (Jorge de Lima)

AS POSSIBILIDADES PERDIDAS (Martha Medeiros)

O Beijo (Elsa Moreno)

Eu não gosto de você, Papai Noel!... (Aldemar Paiva)

A Reunião dos Bichos (Antônio Francisco)