Não
há neve nem vento,
Não
há calor nem frio,
Não
se pode perder tempo
Quando
há vidas por um fio.
Do
lado de fora do nada,
Um
crer infinito se sente,
Troca-se
uma boa esplanada,
Quando
salvar é urgente.
Oh
homens sem medo!
Oh
gente destemida e ousada!
Porque
vos apontam o dedo
Quando
o que recebeis é nada?
Sentem
aquele grito lancinante,
Deixam
tudo para trás,
Sem
vacilar um instante,
Travam
sempre batalhas pela paz.
O
infortúnio é a sua direcção,
Lá
está alguém que nunca deles se lembrou,
É
sempre nada o que se perde,
O
que importa é o que se ganhou.
O
sonho que os invade é servir,
O
espírito que os anima é agir,
Não
há raças nem credos,
Querem
ver alguém sorrir.
Imponente
este edifício,
Pequeno
o seu poder,
Salvar
é dever de “ofício”,
Ainda
que tenha de morrer.
Não
procuram notoriedade,
No
socorro são sempre os primeiros,
Despidos
de toda a vaidade,
Estes
SERES são BOMBEIROS.
Assinalando
a data, um bombeiro, que solicitou o anonimato, presta aqui a sua
homenagem, com o poema abaixo publicado, a todos os bombeiros com
farda e sem ela, na ativa e os já falecidos.
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