Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

Imagem
 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

"Brasil" (Sergio Vaz)



A mulher
repleta de lama,
chora.


O homem
feito de barro
desaba em lágrimas.

De aço mesmo,
só a vida
-essa lâmina cega que corta
sempre do mesmo lado.


Foto @diniloris 2015

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Gritaram-me Negra (Victoria Santa Cruz)

O Beijo (Elsa Moreno)

A Reunião dos Bichos (Antônio Francisco)

AS POSSIBILIDADES PERDIDAS (Martha Medeiros)

Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

'ATÉ QUE A MORTE...' (Rubem Alves)

A Caixa de Brinquedos (Rubem Alves)

Eu não gosto de você, Papai Noel!... (Aldemar Paiva)

MEUS SECRETOS AMIGOS (Paulo Sant'Ana)