Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Disparate (Paulo Miranda Barreto)



(Amor Danado)

Se for pedir demais, Deus . . . me perdoe!
Mas, quero um grande amor desassombrado!
Assaz libidinoso e doido e ousado!
Que me oriente enquanto me atordoe. . .

Que ame amar demais e amaldiçoe
o ódio, o tédio, o medo , os versos xoxos. . .
Que adore dar prazer . . .  e sempre doe
abraços apertados, risos frouxos. . .

Que nunca fique ausente do meu lado. . .
Delire a ler . . . a ouvir David Bowie
e vá comigo aonde quer que eu voe
(e soe bem . . .  até desafinado)!

Que seja eterno enquanto dure o fado. . .
E enquanto o infinito for infindo
E enquanto houver amor no mundo irado. . .
Agora . . . e nos futuros que estão vindo. . .

Eu quero um grande amor exagerado. . .
Que gere inquietude e me arrebate
Que enxergue uma virtude em meu pecado
e que amiúde, coma chocolate. . .

Que me condene a sempre ser amado
(até depois que a vida enfim nos mate)
Quero um amor assim . . .  ‘Amor danado’!
Perdão Senhor . . . se for um disparate.

*Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons
 - Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

Poema publicado na Antologia ‘DELÍCIA’, Organizada pela Oficina
 de Literatura Cairo Trindade, no Rio de Janeiro em julho deste ano (2017)
 Editora Personal.

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