Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

"Cinismo" (Emanuel Galvão)


Dedicado a Walfrido Pedrosa de Amorim (Nô Pedrosa)


Um sujeito oculto e culto
Que fez de suas palavras
uma hoploteca
Tem seu escritório
Em frente à biblioteca
-Doutor da anarquia-
Seu predicado maior
Era não ter dominação ou hierarquia.

Tu me acusarás
Eu não obedeço
Ele me prende
Eu não obedeço
Nós protestaremos
Eu não obedeço
Vós desejais
Eu não obedeço
Eles mandam
Eu não obedeço
- não é pessoal, é convicção -

Talvez tenha em outro plano
Planos para sua subversão!


Copyright © 2017 by Emanuel Galvão
All rights reserved.



*07 de setembro de 1940 +23 de dezembro de 2017

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