Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

RITUAL (Valmir Pimentel Amaral)



Quando o amor vier, quero estar preparado,
orgulhoso pela condição de ser um mortal.
Vestir-me da minha nudez.  Imaculado
corpo humano, provido do bem e mal.

Quando o amor vier, prová-lo-ei por completo,
destinando a minha razão aos porões do esquecimento.
quero ser um oásis no mais árido deserto,
para saciar a tua sede no meu contentamento.

De mãos dadas, quero recebe-lo contigo.
De mãos dadas, abraçando n’alma este doce perigo.
Termos, de tudo, um pouco e, de tudo, o mundo.

Deixemo-lo invadir-nos, tomando-nos a respiração.
Fazê-lo conhecedor das nossas almas, oriundo
ser de plêiades existentes em cada humano coração.


 Copyright © 2013 by Valmir Pimentel Amaral
All rights reserved.



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