Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

A MANHÃ (José Minervino Neto)



Traz as cores e as coisas,
Desfaz o encoberto e o mistério.

É a manhã,
O dia.

Enfim, vejo o mundo,
Acordo e não sonho.

O primeiro raio de sol
Da primeira manhã do primeiro dia.

Vem do leste o cheiro da manhã,
Esse dia amarelo.

Respiro esse cheiro,
Possuo o mundo revelado pela manhã.

Acaba o dia, finda a tarde,
A manhã continua em teus olhos.

Copyright © 2013 by José Minervino Neto
All rights reserved.



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