Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

SOBRE A SAUDADE (Magno Francisco da Silva)







Saudade não é metafísica da alma
Tampouco substância do coração.
Saudade é desejo de potência
Ato sem mediação.


Saudade é ser temporal
No tempo da solidão.
Movimento contínuo da vida
Que nega a inflexão.
Saudade é o próprio rio
Que dói nos ossos de frio
Em pleno calor do sertão.


Copyright © 2013 by Magno Francisco da Silva
All rights reserved.

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