Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Romaria (Renato Teixeira)



É de sonho e de pó 
o Destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos sobre o meu cavalo 

É de laço e de nó 

De gibeira o jiló 

Dessa vida, comprida, a só.

Sou caipira pira pora Nossa Senhora De Aparecida
Ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida.



O meu pai foi peão,
Minha mãe solidão,
meus irmãos perderam-se na vida a custa de aventuras.
Descasei e joguei, investi desisti 
Se há sorte, eu não sei, nunca vi.

Sou caipira pira pora Nossa Senhora De Aparecida
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida.

Me disseram porém 

que eu viesse aqui 

pra pedir de romaria e prece paz dos desaventos 

como eu não sei rezar 

só queria mostrar 

meu olhar, meu olhar, meu olhar.

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