Em Pessoa (Emanuel Galvão)



Revesti minha poesia
De verbetes reluzentes
Que brilhem fundo n'almas
E as iluminem inteiramente,
Mas a canção que acalma
É a mesma da dor contundente
Às vezes, métrica e rima
Às vezes, apenas repente

Às vezes, verdade e razão
Outras tantas, transcendentes
Realidades que mente
Por vezes, pura ilusão
Coração que se ressente
Mas o poeta fingidor,
Na dor que deveras sente,
Sentimento e reflexão,
Quer ser mente e coração
E aí que apenas mente.



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