POEMINHA TRAQUINO (Emanuel Galvão)


Eu procurei a poesia
E tinha ela ido brincar na minha infância
Tinha ido soltar pião no quintal
Dirigi-me então para a claridade
Do quintal
Mas a poesia travessa
Levantou voo com a pipa e levou consigo
A palavra - matéria-prima -
Não compreendia porque era grande
E minha poesia era pequena
Vendei meus olhos brincando de cabra-cega
Para quando sentisse o verbete, a rima
A pegasse no repente, de repente
Mas a poesia traquina
Escondida na parte mais pura
De minha casa
Trazia os sons de sua espera
- Não me é fácil achá-la
Seduzi-la, cativá-la -
Eu procurei,
Mas ela foi brincar de se esconder
E eu não a encontrei.

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