ELE FALAVA DE AMOR (Emanuel Galvão)


Alguém pronunciava, nas praças,
Que a verdade e o amor sempre vencem,
Apesar das ameaças.
E falava mais... e falava com força.
Como era ferrenha a abelha
Como era simples a flor.

E todos tinham que cumprir
Seu importante papel,
Pois, sem o feroz e o frágil,
Seria impossível a produção do mel.
Ele disse que um sorriso,
Um outro sorriso atrai,
Que amar é preciso
Por isso vos digo: amai!
Se lhe pedissem um explicação
Para o amar,
Ele dizia:
De-me um bom motivo para odiar.
E quando, finalmente, perguntaram-lhe
Quem era, e porque falava ao léu,
Se era filósofo ou sábio,
Se era louco ou profeta,
Ele sorria e respondia:
Cumpro apenas o meu papel,
Sou simplesmente um poeta.
Não sei quem era, ao certo,
Seu nome, religião, nem lembro sua cor
Mas ninguém me fez tanto bem.
Só sei que falava e amava,
Sorria,
E em cada palavra que pronunciava,

Ele falava de amor.

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