Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

A CALÇADA ( Eduardo Proffa)



Os homens vão chegando
Um a um
Vestem seus trajes empoeirados
Dos dias anteriores
Em que não tiveram sonhos
Em que não tiveram amigos



No outro lado
Uma mulher retira
A vasta cabeleira de terra
Que encobre a calçada

E a vassoura (cúmplice)
Varre
Sai
Sai
Sai
Sai...

A terra vai saindo
Chorando em pó
Não querendo
Desfazer o romance
Com a calçada

Da construção
Os homens se apercebem disso
E martelam metais
Martelam madeiras
Vestem tijolos
Com suas roupas

E novamente o pó
Entrega-se ao vento
Bailando docemente
Ao som das ferramentas
Pousando aos poucos
Na linda calçada
Limpa calçada
Fazendo-a sorrir
Novamente.

Copyright © 2013 by Eduardo Proffa
All rights reserved.

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