Timidez - Eu Que Não Sei Falar de Amor (Emanuel Galvão)

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  Meu corpo deseja teu calor Volúpia que me faz enlouquecer Com fúria e sem nenhum pudor E a certeza de não te esquecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você As flores exalam seu olor Antes que possam fenecer O sol fornece seu calor Antes da noite o esconder  Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Talvez haja um pouco de temor Mas preciso então esclarecer Revelar-me parece libertador Senão, sou capaz de padecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Das paixões sou colecionador Mas você me fez amolecer Com seu jeitinho encantador E beleza que não posso descrever Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Escrever é algo desafiador Mas que se pode aprender Amante não tem procurador Ninguém pode substabelecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Menina te falo com muito ardor Para você jamais me esquecer Ser poeta ou ser um trovador Nem se compara em te satisfazer Eu que não sei falar de amor Resolvi es

RITUAL (Valmir Pimentel Amaral)



Quando o amor vier, quero estar preparado,
orgulhoso pela condição de ser um mortal.
Vestir-me da minha nudez.  Imaculado
corpo humano, provido do bem e mal.

Quando o amor vier, prová-lo-ei por completo,
destinando a minha razão aos porões do esquecimento.
quero ser um oásis no mais árido deserto,
para saciar a tua sede no meu contentamento.

De mãos dadas, quero recebe-lo contigo.
De mãos dadas, abraçando n’alma este doce perigo.
Termos, de tudo, um pouco e, de tudo, o mundo.

Deixemo-lo invadir-nos, tomando-nos a respiração.
Fazê-lo conhecedor das nossas almas, oriundo
ser de plêiades existentes em cada humano coração.


 Copyright © 2013 by Valmir Pimentel Amaral
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