Timidez - Eu Que Não Sei Falar de Amor (Emanuel Galvão)

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  Meu corpo deseja teu calor Volúpia que me faz enlouquecer Com fúria e sem nenhum pudor E a certeza de não te esquecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você As flores exalam seu olor Antes que possam fenecer O sol fornece seu calor Antes da noite o esconder  Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Talvez haja um pouco de temor Mas preciso então esclarecer Revelar-me parece libertador Senão, sou capaz de padecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Das paixões sou colecionador Mas você me fez amolecer Com seu jeitinho encantador E beleza que não posso descrever Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Escrever é algo desafiador Mas que se pode aprender Amante não tem procurador Ninguém pode substabelecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Menina te falo com muito ardor Para você jamais me esquecer Ser poeta ou ser um trovador Nem se compara em te satisfazer Eu que não sei falar de amor Resolvi es

LÍNGUA (Emanuel Galvão)



Quisera fazer versos
Como quem com ardor
Beija uma mesma boca
Buscando obter da mesma língua
Novos e singulares universos.
A fúria das palavras nunca ditas
Aquelas que vivem ainda à míngua
De não ter chegado sua vez
E por se encontrar tal qual sobejo
Sonham assim aflitas
Como lábios que procuram com avidez
Sabores diferentes em cada novo beijo.

Quisera, pois, beijar tua boca
Pensando ser sempre a primazia.
Para quando dispor da mesma língua
Sentir afim, novo desejo
Criar enfim, nova poesia.


Copyright © 2007 by Emanuel Galvão
All rights reserved.



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