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Mostrando postagens de Maio, 2013

A MANHÃ (José Minervino Neto)

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Traz as cores e as coisas, Desfaz o encoberto e o mistério.
É a manhã, O dia.

'AI DAQUELES QUE SE AMARAM SEM NENHUMA BRIGA...' (Paulo Leminski)

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Ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga

CASA SOMENTE CANTO / CASA SOMENTE PALAVRA (Gonzaga Leão)

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“Eu sei que a casa escutava eu sei que a casa sentia pois quando falava a casa a casa se comovia”  Gonzaga Leão


LEÃO, Luiz Gonzaga.  Casa somente canto -  Casa somente palavra.   São Paulo:              Escrituras, 1995.  85 p.  Capa e uma sobrecapa de papel manteiga. Formato             18x13 cm

RAZÃO DE SER (Paulo Leminski)

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Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.

SENTIR-SE AMADO (Martha Medeiros)

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O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

CORSÁRIO (João Bosco, Aldir Blanc)

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Meu coração tropical
Está coberto de neve

QUANDO EU TIVER SETENTA ANOS (Paulo Leminski)

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quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta adolescência

vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência

JOSÉ E AGORA? (Dianini Lima)

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Nem um verso sofrido, Nem um lamento dolorido, Nem muito menos sorriso fingido. E agora José? Maria não chegou, João também não veio, Drummond nem combina mais.

JOSÉ (Carlos Drummond de Andrade)

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E agora, José?
          A festa acabou,
          a luz apagou,
          o povo sumiu,
          a noite esfriou,
          e agora, José?

RITUAL (Valmir Pimentel Amaral)

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Quando o amor vier, quero estar preparado, orgulhoso pela condição de ser um mortal. Vestir-me da minha nudez.  Imaculado corpo humano, provido do bem e mal.

ESTALO (Humberto AK'abal)

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Estalou teu silêncio
e despertaste o louco
que dormia na minha cabeça.

SOMOS CULPADOS PELO QUE FAZEMOS (Mário Quintana)

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Somos donos de nossos atos,
mas não donos de nossos sentimentos;

LÍNGUA (Emanuel Galvão)

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Quisera fazer versos Como quem com ardor Beija uma mesma boca Buscando obter da mesma língua Novos e singulares universos.

MÃE (Caetano Emanuel Viana Teles Veloso)

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Palavras, calas, nada fiz
Estou tão infeliz
Falasses, desses, visse não
Imensa solidão

O MENINO QUE CARREGAVA ÁGUA NA PENEIRA (Manoel de Barros)

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Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira era o mesmo que roubar um vento
e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.

O QUERERES (Caetano Veloso)

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Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

BRASIL COM P (Genival Oliveira Gonçalves - GOG)

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PESQUISA PUBLICADA PROVA PREFERENCIALMENTE PRETO POBRE PROSTITUTA PRA POLÍCIA PRENDER PARE PENSE POR QUÊ?

SOBRE A SAUDADE (Magno Francisco da Silva)

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Saudade não é metafísica da alma
Tampouco substância do coração.
Saudade é desejo de potência
Ato sem mediação.

POEMINHA COLORIDO (Rita Mendonça)

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Num dia AZUL
Juntamos nossos corpos MORENOS
Por sobre a VERDE relva
Num enroscar contínuo de braços e pernas

PORQUE AS PESSOAS GRITAM? (Frei Edrian Josué Pasini)

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Um dia, um pensador fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
— Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas? — Gritamos porque perdemos a calma — disse um deles. — Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? — questionou novamente o pensador. — Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça — retrucou outro discípulo. E o mestre voltou a perguntar: — Então não é possível falar em voz baixa?

VELHICE (JAC das Alagoas)

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Não digo mais: “Hoje eu vou”, porque não tenho comando, já mandei, hoje não mando,

A SENHORITA (Emanuel Galvão)

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És a desconhecida que admiro e vejo Não sei se o teu coração tem flores Mas, certamente, há mel em teus beijos Encontrar-se-ão, nos sentimentos, amores.

'UMA OSTRA QUE NÃO FOI FERIDA NÃO PRODUZ PÉROLAS' (Rubem Alves)

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'Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.'
Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

'ATÉ QUE A MORTE...' (Rubem Alves)

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De vez em quando o diabo me aparece e temos longas conversas. Em nada se parece com o que dizem dele: rabo, chifres, patas de bode e cheiro de enxofre. Cavalheiro de voz mansa e racional, bem vestido, apreciador de desodorantes finos, me surpreende sempre pela lógica dos seus argumentos. Nada de futilidades. Só fala sobre o essencial, estilo que aprendeu com Deus, nos anos em que foi seu discípulo. Percebi que era ele quando notei que trazia na sua mão direita o martelo e, na esquerda, a bigorna. Pois esta é a sua missão: martelar as certezas, ferro contra ferro, para ver se sobrevivem ao teste. Já se preparava para dar a primeira martelada quando o interrompi: - Que é isto que você vai bater? Acho que vai se partir em mil pedaços…

ESTATUTO DO HOMEM (Thiago de Mello)

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Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade. agora vale a vida,
e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.

TRANSPARENTES VISÕES (Ronaldo Bello)

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De repente paro... E fico a olhar uma pequena janela, Onde vejo um rosto desfigurado e sem ânimo até para sorrir.

O ÚLTIMO AMAR (Valmir Pimentel Amaral)

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Amanhã, virás aqui, solícita, pedindo-me a minha mão para ajudar-te nos intentos que te fazem mais mulher e, a mim, mais homem. Sou eu a tua lâmpada, o perfeito gênio que te satisfaz nas horas mais frementes.