Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

BEM DITO SEJA O AMOR (Marla de Queiroz)



Bem dita seja a palavra Amor disparada pelo peito, que faz da ação o verbo pro sujeito, que estica a frase até compor a narrativa ou a canção. Bendito seja o amor que transforma o ínfimo em infinito, que traz a oração pro pensamento mais aflito, que apressa a atitude da intenção.

Bem dita seja a palavra Amor que faz do nome um mantra, transforma a saudade em esperança e traz dentro da carta a letra com a força do punho e o movimento da mão. Bendito seja o amor que encurta distâncias e suprime abismos, acolhe os sentimentos imprecisos e veste pensamento e gesto enquanto despe o coração.

Bendito seja o amor que só sendo fluido se solidifica, que só sendo livre se torna conquista, que só sendo ação se torna fato. Bem dita seja a palavra Amor que por ser tão viva, lúdica e lírica jamais será consumida pelo silêncio, só pelo ato.


*Texto publicado originalmente na Revista Vênus Digital

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