Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Teste de Rorschach (Jürgen Von Felix)



Eu, quem Sou?
Qual a minha Cor?
Se tenho Cabelo que parece novelo,
De lã, buchado, que do pente a Amizade não tem.
Se insisto em pentear
Sou um sem Caráter, dominado.
Se ouso afros penteados,
Sou Negrinho metido, mal criado!
Aqui no Brasil, tenho ascendência mil.
Vermelho, Branco e
Negro Sudão.
Mas sou visto como menos escuro
Como menos claro... Não!
Se dou certo e consigo Diploma
Dizem que é minha obrigação,
Pois "Negro tem que mostrar o seu valor".
Quando não logro êxito e
O Sistema vence,
Sou execrado, Açoitado, retorno ao terror!
E se em Batalhas o Brasil se envolver,
Adivinha quem nela primeiro vai morrer:
Pretinho;
Moreno;
Mulato;
Negão...
Estou no limbo das cores
no Arco-iris da exclusão.

Copyright © 2018 by Jorge Felix
All rights reserved.

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