Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

Menina da Beira (Adriana Moraes)



Corre lá menina,


Fala à teu povo e ensina



Que o Rio cumpre sua sina.



Vai menina correndo,



Diz que o Velho Chico,



Um pouco a cada dia, está morrendo.



Corre menina sem demora,



Explica porque o pescador



Ainda hoje chora.



Corre depressa e sem exitar



Porque enquanto o rio morre,



A cidade perde seu altar.



Menina marca tua posição.



Recolhe seu barco,



Mas luta contra a transposição.



Levanta menina, deixa de lamento.



Há muito o rio sente e chora com o assoreamento.



Sobe,  menina, na pedra que te criou.



Contempla e luta pelas águas que te banhou.



Menina você já cansou?



Desperta! Há muito que falar.



Há 500 anos o Velho Chico luta sem se entregar.



Corre, corre menina, não pára de correr



Porque se você pára, se você cala...



O rio São Francisco sangra até morrer...



Se ele morre, se ele morrer,



Tudo morre com ele,



Desaparece você.

Copyright © 2012 by Adriana Moraes

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