Dualidade (Elisabeth Wolbeck)



Em tudo nessa vida há
em dois sentidos, dois modos.
Como encima e embaixo,
direita e esquerda,
antônimos e sinônimos,
tanto faz, você escolhe.


Se segue um, abandona o outro.
não há como ser os dois
ao mesmo tempo.
Se é noite, não é dia.
Se é certo, não é errado.
Você é quem manda no seu espaço.

Quem decide se vai ou se fica.
Se gosta ou se detesta.
Em tudo há essa dualidade.
Vida ou morte, azar ou sorte,
Amor ou ódio, começo ou fim.
Eu ou você.
Será que vamos nos entender?
Alegres ou tristes.
Será que podemos ser felizes?

Opostos se atraem,é o que dizem.
Como podem reinar ao mesmo tempo
sol e lua?
céu e inferno?
calor e frio?
Não pode meu ser estar assim...
Ora cheio ,ora vazio.
São duplas que não se completam.
Não formam um, uno, único.
Verdade ou mentira?

É preciso entender essa razão
de sempre haver o outro lado da moeda.
Ou cara ou coroa.
Por mais semelhantes que possam ser,
o jovem não é o velho,
nem o novo é o usado.

Em tudo há essa dualidade
por isso que acredito
Que se há o temporário e passageiro,
há de existir a eternidade.

Copyright © 2013. Todos os direitos reservados ao autor. 
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas
nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Postar um comentário

Deixe seu comentário. Ele é importante para nós. Apos verificação ele será publicado.

POSTAGENS MAIS VISISITADAS

'Somos queijo gorgonzola' (Maitê Proença)

PESSOAS VÃO EMBORA... (Marla de Queiroz)

TEM GENTE QUE TEM CHEIRO... (Ana Jácomo)

Gritaram-me Negra (Victoria Santa Cruz)