Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

A Noite Reinventada ( Francisco Valois)



A noite se reinventa e a lua tece,
na transparência azul do céu tarjado,
a lírica canção de amor que, em prece,
o vento me segreda.  Deslumbrado,


no olhar retenho a rosa que floresce
na quietude do campo serenado
e sugere um valeiro que alvorece
na solidão do porto abandonado;

e nessa solidão que o porto habita,
onde a maré vazante não se agita
exila-se a saudade primitiva:

- o gesto de um adeus acontecido
remanesce no olhar entardecido,
como sombra lunática, opressiva.


(Livro A Noite Reinventada Pg 17 - Edições Catavento)

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