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Mostrando postagens de Julho, 2013

GRANDE PODER (Mestre Verdelinho)

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Grande Poder

o nosso Deus corrige o mundo pelo seu dominamento
 seio que a terra gira com o seu grande poder
 [grande poder, com o seu grande poder]

A terra deu, a terra da, a terra cria
 Home, a terra cria, a terra deu, a terra há
 A terra voga, a terra dá o que tirar
 A terra acaba com a toda a mal alegria
 A terra acaba com os sete que a terra cria

MEU SERTÃO ESTÁ DE LUTO (Romero Baia)

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Meu sertão fica mais triste
Quando morre um vaqueiro
E se ele for sanfoneiro
O sertanejo não resiste 
Grita esperneia e persiste
Asa branca pobre bichinho
Agoniada foge do ninho
Em busca do som do baião 
Morreu seu Dominguinhos
Sucessor do Gonzagão

CÂNTICOS DOS CÂNTICOS (Salomão)

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Quão belos são os teus pés
nas sandálias que trazes, ó filha de príncipe!
As colunas das tuas pernas são como anéis
trabalhados por mãos de artista.
o teu umbigo é uma taça arredondada,
que nunca está desprovida de vinho.
O teu ventre é como um monte de trigo
cercado de lírios.
Os teus dois seios são como dois filhinhos
gêmeos duma gazela.

SOLIDÃO (Socorro Monteiro)

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Homenagem a Dominguinhos
Uma sanfona vagueia sozinha pelos rincões do sertão. Ela sabe que nunca mais será acariciada pelos dedos ágeis e grossos que lhes coçavam as costelas ordenando o comando do floreado que expressava alegria, inventando acordes que davam muito xodó. Sabe que apesar do vigor que ainda carrega, está condenada ao recolhimento e as lembranças do seu romance feliz, que durante muito tempo produziu muito chamego...

ABRI A PORTA (Dominguinhos / Gilberto Passos Gil Moreira)

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Abri a porta
Apareci
A mais bonita
Sorriu pra mim
Naquele instante
Me convenci
O bom da vida
Vai prosseguir

PRELUDIO PARA NINAR GENTE GRANDE (Luiz Vieira)

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Quando estou nos braços teus
Sinto o mundo bocejar
Quando estás nos braços meus
Sinto a vida descansar
No calor do teu carinho
Sou menino, passarinho
Com vontade de voar
Sou menino, passarinho
Com vontade de voar

MEUS SECRETOS AMIGOS (Paulo Sant'Ana)

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Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às v…

RECEITA DE ACORDAR PALAVRAS (Roseana Murray)

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Palavras são como estrelas
facas ou flores
elas têm raízes pétalas espinhos
são lisas ásperas leves ou densas
para acordá-las basta um sopro
em sua alma
e como pássaros
vão encontrar seu caminho.


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TODAS ELAS JUNTAS NUM SÓ SER (Osvaldo Lenine Macedo Pimentel 'Lenine')

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Não canto mais Babete nem Domingas,
nem Xica nem Tereza, de Ben Jor;
nem Drão nem Flora, do baiano Gil,
nem Ana nem Luiza, do maior;
já não homenageio Januária,
Joana, Ana,Bárbara de Chico;
nem Yoko, a nipônica de Lennon,
nem a cabocla de Tinoco e de Tonico.

PRA QUE EU SAIBA PERDOAR (José Fernandes de Oliveira)

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Pra não ferir ninguém, eu vim te procurar...
Alguém me machucou e eu não pude nem chorar...
Escuta meu Senhor, escuta a minha história.

APARIÇÃO (Italmar Lamenha de Albertim)

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Esperei por ela no final da tarde, Que por algum motivo não apareceu; Então senti como a saudade arde, E o céu azul de pena escureceu.
Mas, felizmente me surgiram estrelas, Tais quais brilhantes num belo colar; Cintilavam à noite, sobre o imenso mar Impressionando que pasmava em vê-las.
Fiz-me forte em meu desalento E aliei-me à solidão da rua; Mas conduzida por um forte vento
Em minha frente, branca, meiga e nua, Acenou-me rindo lá no firmamento A tão querida e esperada lua.

Copyright © 2013 by Italmar Lamenha de Albertin All rights reserved.
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CORAÇÃO SELVAGEM (Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes)

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Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja no seu copo no seu colo e nesse bar
Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo tenho pressa de viver
Mas quando você me amar, me abrace e me beije bem devagar
Que é para eu ter tempo, tempo de me apaixonar
Tempo para ouvir o rádio no carro
Tempo para a turma do outro bairro, ver e saber que eu te amo

POR QUE NÃO? (Bruna Lombardi)

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eu olhei e pensei por que não
dezesseis anos mais velho, seguro
homem de opinião e nenhum caráter
o velho truque do maduro
um ator na vida, e eu pensei por que não
vai ver é um menino com medo
vai ver se atrapalha
não, acho que não
deve ser um pouco canalha como todos são
um cruzar de pernas, um olhar grave
não sei direito o que se faz pra ser querida

'A GENTE SEMPRE DESTRÓI AQUILO QUE MAIS AMA' (Oscar Wild)

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'A gente sempre destrói aquilo que mais ama; Em campo aberto ou numa emboscada. Uns com a leveza do carinho, Outros com a dureza da palavra. Os covardes destroem com um beijo, Os valentes destroem com a espada'

.(in Balada do Carcere de Reading, 1898) <!—anuncio –>

CANÇÃO (Emílio Moura)

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Viver não dói. O que dói
é a vida que se não vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

'A DOR É INEVITÁVEL, MAS O SOFRIMENTO É OPCIONAL' (Tim Hansel)

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O potiguar, Clodoaldo Silva, não tem pescoço  onde caiba tantas medalhas conquistadas nas Paraolimpíadas

'A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Nós não podemos evitar a dor, mas podemos evitar a alegria'

'A CADA DIA QUE VIVO' (Mary Cholmondeley)

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'A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida... Esta no amor que não damos, nas forças que não usamos, Na prudencia egoísta que nada arrisca e que, esquivando-se do sofrimento, também perde a felicidade.'

AS POSSIBILIDADES PERDIDAS (Martha Medeiros)

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Fiquei sabendo que um poeta mineiro que eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria completado 100 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: "Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?

SONETO DO AMOR TOTAL (Vinícius de Moraes)

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Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

PAPEL RECICLADO DE AMOR E VIDA (Emanuel Galvão)

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Quando desesperadamente corpos Sobre corpos a se esfregar Num balé, sensual e embriagador Produz prazer e gozo E conduz a paz desinibida A forma mais primitiva do amor. Então silenciai: aí há vida.

INEQUAÇÃO (Sidney Wanderley)

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Não se entra e sai da amada como se entra e sai do teatro. Do teatro se entra e sai da mesma forma e maneira:

MOTIVO (Cecília Meireles)

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Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.


“ESCREVO PARA ME DESNUDAR” (Marla de Queiroz)

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Não escrevo para fugir de mim. Não há fuga possível na minha escrita, nas minhas mudanças geográficas, nas minhas relações, nas minhas próprias fugas. A lucidez que um texto traz à tona, por mais impermeável que eu esteja, é desconcertante. Vejo-me na grafia espelhada. Vejo-me na ilusão arrebentada, no véu em farrapos, no retrovisor dos passos.

AS APARÊNCIAS ENGANAM (Sérgio Natureza / Tunai)

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As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague
se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno, o pão, o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão, sonhos vividos de conviver

VERSOS MOLHADOS (Patricia Neme)

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Respinga a lua seu olhar tristonho, em gotas mansas beija o adormecer dos versos, tantos… Que, por ti, componho… E enquanto eu rimo, a noite faz chover!

BOMBEIRO (Anônimo)

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Não há neve nem vento, Não há calor nem frio, Não se pode perder tempo Quando há vidas por um fio.