Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Praia dos Ventos (Natália Monte)

Vila dos Ventos -RN

Sambei, os pés não senti
E daí? 
As contas deixei para ti,
Fugi!

Fui à praia dos ventos
Que não se apagam,
Fluem lentos,
Enganam o tempo


Lá é minha Pasárgada, 
Todo samba é bossa,
A ventania me agrada,
Toda poesia é prosa

Problemas? Longe de mim! 
Tenho a praia que é só minha,
E sussurra brisas sem fim,
Das terras todas, é a rainha

Na praia dos ventos, crio asa
E vou, para longe
Até que o corpo canse,
Até bem longe de casa 

*Veja mais da autora aqui:




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