Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

Imagem
 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

O CORAÇÃO DOS OUTROS É TERRA QUE NINGUÉM VAI (Emanuel Galvão)



Como saber...
Ter a certeza
Nem precisava ser certeza
Poderia ser talvez
Poderia ser quem sabe
Qualquer coisa que desse
Um pouquinho de esperança
Só não pode ser mais ninguém
Mas coração é terra que ninguém vai
Por isso quando me perguntam
O que eu mais gostaria de ser
Apesar de ninguém entender
Eu queria ser ninguém
Para visitar teu coração
E a partir dele todo resto
Pois se ninguém pode
Eu posso
Se ninguém se atreve
Sou ousado
Quero ser teu
Tu serás minha
E no ímpeto de coragem
Esquecendo minha timidez
Peguei o telefone, liguei
Tu atendeste, fiquei calado
O teu alô repetitivo
Quase que desesperado
Ao que respondestes a indagação de alguém
- como que sabendo do meu amor –
- Quem era?
- Ninguém!
E desligou.

Copyright © 2007 by Emanuel Galvão
All rights reserved.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eu não gosto de você, Papai Noel!... (Aldemar Paiva)

O Beijo (Elsa Moreno)

ARTE DE AMAR (Manuel Bandeira)

Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

Essa Negra Fulô (Jorge de Lima)

Poema 50 (Arriete Vilela)