Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

ENCONTROS & DELÍRIOS (Luciano Barbosa)




Ontem nos beijamos ardentemente;
E ainda agora está bem presente
O movimentar de cada beijo.
Em meus braços seu corpo se contorcia;
Saciava-me em sua boca macia;
Murmurava palavras; quanto desejo...

Quanto tempo ficamos assim?!... Importa?
Entre beijos e carícias, olhávamos à porta.
Qualquer som deixava-nos alertas.
“No cálice dos seus lábios eu tomo
O doce que sorvo também em cada pomo,
E cujas sensações deixo-as secretas.

Não encontrei prazer em boca alguma.
Nossos lábios se completam, assuma!
Sinto a cada beijo seu desprendimento;
Eu lhe dava prazer; ouvia seus gemidos;
Afogava com beijos seus ouvidos...
Olhos deliravam... A porta... Que momento!...

Copyright © 2009 by Lucianao Barbosa
All rights reserved.


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