Velha manjedoura (Luciano Barbosa)



 Noite fria e escura; céu tão triste.
Tanto silêncio: as ruas estão de luto,
A lua e estrelas lançam um brilho bruto,
Quase parece que o viver não existe.


O vento nada tinha de contente.
As árvores, quietas, pareciam mortas.
Das casas quase não se vêem as portas
Pela falta de luz em sua frente.

Quanta paz, quanta treva, quanta esperança;
Palhas amontoadas tornam-se leito,
Tudo no mais sublime amor e feito,
Para a chegada da Vida e da Bonança.

Tão Rico, mas por nos amar, fez-se pobre;
Por ser luz, foi melhor nascer nas trevas;
Um Rei nascido sobre secas ervas;
Velha manjedoura, que local tão nobre


Que rude local: escuro e de oculta ternura,
Esquecido pelo riso, sujo e apertado.
Meu coração é tão qual assemelhado,
Espera essa Luz Eternamente pura.



Gostou? Compartilhe nas redes sociais.

Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Deixe seu comentário. Ele é importante para nós. Apos verificação ele será publicado.

Curta A Nossa Fanpage

Novo Livro

Novo Livro
Você pode compra-lo ligando para (82) 99653-4849

Desfrute, leia, curta e compartilhe boa leitura. Volte sempre!

O que está procurando?

Muito grato pela sua visita. Visita de Nº




Instagram

Recent In Internet

Poesia em seu Smartphone ou Iphone

Poesia em seu Smartphone ou Iphone
use seu leitor de Qr Code

Receba Novidades

RECEBA GRATUITAMENTE NOVIDADES DO BLOG!

Coloque seu e-mail abaixo:

Poesia Galvaneana