A Caixa de Brinquedos (Rubem Alves)

Imagem
  A idéia de que o corpo carrega duas caixas —uma caixa de ferramentas, na mão direita, e uma caixa de brinquedos, na mão esquerda— apareceu enquanto eu me dedicava a mastigar, ruminar e digerir santo Agostinho. Como você deve saber, eu leio antropofagicamente. Porque os livros são feitos com a carne e o sangue daqueles que os escrevem. Dos livros, pode-se dizer o que os sacerdotes dizem da eucaristia: "Isso é o meu corpo; isso é a minha carne". Santo Agostinho não disse como eu digo. O que digo é o que ele disse depois de passado pelos meus processos digestivos. A diferença é que ele disse na grave linguagem dos teólogos e filósofos. E eu digo a mesma coisa na leve linguagem dos bufões e do riso. Pois santo Agostinho, resumindo o seu pensamento, disse que todas as coisas que existem se dividem em duas ordens distintas. A ordem do "uti" (ele escrevia em latim ) e a ordem do "frui". "

Navegue (trecho) (Silvana Duboc)



(...) Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga! 

Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o! (...)


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os Votos (Sérgio Jockymann)

MEUS SECRETOS AMIGOS (Paulo Sant'Ana)

A Caixa de Brinquedos (Rubem Alves)

Eu Te Desejo (Flávia Wenceslau)

Da Calma e do Silêncio (Conceição Evaristo)

Eu não gosto de você, Papai Noel!... (Aldemar Paiva)

Receita Para Arrancar Poema Preso (Viviane Mosé)

Ainda Cabe Sonhar (Jonathan Silva)