Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coração Descalça e sem roupa como num salão Tão bela e tão doce, mulher sem limites Quem dera que fosse... E assim exististes Dançando ao ritmo de minha pulsação.   Não cabes em rótulos, por que caberias? Palavras ou versos, talvez te seduza... Então, só então, tu abras tua blusa E ardente, insana, tu permitirias Volúpias intensas de terna paixão.   Porque minha pele não te resistiria Es bela não nego, sou tão negligente Foras apenas bela, mas és inteligente Não encontro virtude que assim a alcance Melhor te amar, assim de relance   Sem ilusões, sem juras de amor Romance de flor, sem dor sem espinho Caindo as pétalas, restará: odor e carinho Assim em meu sonho, te possuo inteira Te amando pleno, não de qualquer maneira. Copyright © 2020 by Emanuel Galvão All rights reserved. *Foto by: Ana Cruz    

Manhã de Primavera (Lelê Teles)



Primavera é toda feminina, é quando a flora inteira se junta para parir flores e gestar frutos. A cidade começa a colorir, florir, jactar-se.


As moças lindamente andam com alguma grinalda na orelha, a fazer charme. Os homens desencanam e igualmente adornam em flores suas lapelas.

As árvores se vestem de flores e a natureza investe em odores. Alegria dos floristas, felicidade dos namorados, júbilo dos beija-flores, vida nos cemitérios.


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