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Nestes
sonetos vos lembrar eu venho,
um dos heróis anônimos do norte.
O Antônio
Preto que sorria à morte.
O Antônio Preto, domador do engenho.
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Domava
potros... E na mente o tenho,
domando um
potro impetuoso e forte.
Empolgante
espetáculo, de sorte
que o
prometer narrá-lo, é duro empenho.
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Montou.
Como, eu não. E os seres broncos
em valas,
tocos, entre espinho e troncos,
no
descampado e após na capoeira...
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Horas
inteiras cavaleiro e potro.
Um
procurando dominar o outro,
ficaram
entre nuvens de poeira...
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I I
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No engenho,
aos dois, ninguém ficou alheio.
Homens e
mulheres, velhos e crianças
e até minha
mamãe compondo as tranças
que lhe
caíam pelo casto seio,
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ao varandão
da casa grande veio
e se
agitaram as ovelhas mansas
e se
agitaram porcos, gordas panças
roçando o
chão da confusão em meio.
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Nenhum
queria dar-se por vencido.
Mas quando à
tarde, pássaro ferido,
o sol surgia
ensanguentando a serra...
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Eu vi o
potro manso e dominado...
E Antônio
nesse, assim, olhado,
como se
fosse o deus da minha terra.
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Geraldino
Brasil (1926 - 1996), pseudônimo do poeta Geraldo Lopes Ferreira, nasceu
no engenho Boa Alegria, município de Atalaia (AL).
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